50 milhões num apartamento

As fotos mostrando malas cheias de dinheiro, no apartamento de um ex-ministro dos três últimos governos, demonstra o descontrole das finanças públicas, pois o dinheiro pode ter origem nos lucros da Petrobrás, ou outro ente público por onde os políticos conseguem se encostar.

Enquanto os Estados penam por falta de recursos, Brasília tem outra dimensão de gastos, com enormes valores sendo desviados para contas particulares e benesses dos governantes com aliados para manutenção do poder.

Infelizmente nossos bolsos é que arcam com as despesas e desvios da corrupção, principalmente quando pagamos cinco reais pelo litro da gasolina, enquanto os administradores da Petrobrás são denunciados por roubarem bilhões para pagarem as campanhas eleitorais e despesas particulares.

Cada centavo que acrescentam em nossas compras pode ser desviado para uso particular dos poderosos, basta ajustarem de que forma chegará aos beneficiários da propina, pois malas, mochilas, bolsas, sacos plásticos podem transportar dinheiro público desviado para mãos sujas.

Agora que ministros do Supremo Tribunal Federal também aparecem nos esquemas de benefícios da corrupção e somam-se ao presidente Temer e líderes do Congresso, realmente a corrupção conseguiu atingir toda a estrutura que deveria preservar os bens públicos.

Há centenas de denúncias envolvendo integrantes do governo e aliados, muitos beneficiados pelo foro privilegiado, com processos que se arrastam por anos, além de termos um sistema judiciário cujos integrantes da mais alta corte são indicados pelos presidentes, normalmente por terem laços de amizade com os líderes nacionais.

Resta para nós, povo brasileiro, acreditar que a honestidade e condutas corretas sejam características presentes, nos próximos governos, na totalidade daqueles que são pagos com nossos impostos para defender a sociedade e melhorar nossas vidas.

Clima enlouqueceu!

Nos últimos dias estamos passando por variações de temperatura enormes, com dias de calor intenso e, em seguida, vem frio e chuva, numa troca de vestuário que parece enlouquecer as plantas, algumas desabrochando e outras dando frutos fora de época.

Não é só em nosso rincão que o clima está descontrolado, inúmeros acidentes climáticos estão acontecendo pelo mundo, com inundações, tempestades, incêndios, altas temperaturas e acúmulo de neve em outros pontos do planeta.

Somos as vítimas de nosso descaso com a natureza, destruindo florestas, poluindo o ar e lançando veneno nos rios, num ciclo de devastação e enormes prejuízos ao ecossistema, com destruição de muitas reservas naturais, descongelamento das calotas polares e cidades poluídas.

Surgem acordos internacionais para reduzir o calor no planeta, porém os maiores poluidores são signatários dos tratados, sem, no entanto, tomarem providências para diminuir a destruição da nossa natureza, ou seja, discursos para proteger a natureza e ações que a devastam.

Vivemos semanas em que as temperaturas variam dezenas de graus no mesmo dia, ou temos chuvas e raios num dia e no seguinte um calor que nos sufoca, parecendo que temos um clima enlouquecido.

Há muitos anos não temos mais as estações plenamente definidas, podemos ter calor em pleno inverno, enquanto poderemos ter dias com temperaturas baixas durante o verão, numa rotina de pequenos picos de frio intenso e cada vez com mais períodos de calor sufocante.

Para mudarmos toda esta realidade climática precisamos iniciar por pequenos gestos diários, evitando realizar ações que destruam o meio ambiente, como os cortes de árvores e assoreamento dos rios, por exemplo, além de ações dos governos para coibir danos ao meio ambiente.

Se não mudarmos nossas atitudes relativas ao clima e se governos não se preocuparem com esta temática, teremos, futuramente, dias cada vez mais malucos no seu clima.

Naqueles tempos do Julinho

Minha história tem três anos, da década de 1980, dentro do Colégio Júlio de Castilhos, o Julinho, sendo que passei por seleção para ingressar, pois haviam professores estaduais qualificados, estrutura de apoio para o ensino, laboratórios e cursos profissionalizantes, sendo um colégio público e referência dentro da educação gaúcha.

As drogas existiam e circulavam no entorno do Julinho, com alguns colegas fumando baseados na praça ou nos fundos da escola, porém dentro não rolava, tínhamos monitores fiscalizando e havia respeito por estes, que nos tiravam das sacadas, quando tentávamos matar aulas.

Com o avançar dos anos, novas legislações, mudanças culturais, sucateamento do ensino público, o meu antigo colégio passou por alterações, foi totalmente gradeado, acabou perdendo o status de referência e tornou-se uma escola com muitos problemas de disciplina e falta de apoio do poder público.

Infelizmente a realidade do Julinho não é diferente de milhares de escolas públicas ou privadas de nosso Estado, com circulação de drogas tanto nas redondezas e, muitas vezes, no interior dos estabelecimentos.

Os professores e os demais profissionais das escolas estão sem autoridade, com inúmeros registros de agressões psicológicas ou mesmo físicas contra os educadores, pois há desrespeito por normas, aliado à desestruturação familiar, faltando a base educacional.

Fico triste com toda a mudança da realidade, por não termos mais um ensino de qualidade, somente professores desmotivados e desvalorizados, alunos mal educados e sem limites, famílias sem tempo para educar seus filhos.

Assim o sistema educacional não consegue ensinar, pois precisa tentar educar os alunos, os quais chegam às escolas sem noções mínimas de convivência e respeito ao outro.

Tomara que um dia os governantes entendam que o sistema educacional é o melhor caminho para termos um futuro melhor para nossas crianças e adolescentes e talvez voltemos a viver como naqueles tempos do Julinho.

Elvis não morreu!

No dia 16 de agosto de 1977 morreu, fisicamente, Elvis Presley, o Rei do Rock, que começou a cantar, ainda criança, nos cultos da igreja, depois em 1954 gravou seu primeiro sucesso, That’s All Right Mamma, onde misturou as culturas branca e negra americanas, cantando de uma forma única que conquistou rapidamente os jovens americanos.

Sua ascensão foi rápida, participando de programas de televisão, alcançando milhares de fãs em pouco tempo, depois passou a realizar shows percorrendo os Estados Unidos, levando seu jeito único de cantar e dançar, fazendo crescer o rock and roll.

Afastou-se para servir o Exército, retornando para os palcos em 1960, porém sem o mesmo ímpeto inicial, mudando seu modo de se apresentar, parecia menos rebelde.

Desde 1955 foi protagonista de dezenas de filmes, dos quais as trilhas sonoras eram recheadas de sucessos, vendendo sua imagem e sua voz para todo mundo, porém com diminuição de apresentações ao vivo.

O retorno aos palcos, em 1968, com o show Elvis Come Back, o primeiro show acústico transmitido ao vivo pela televisão americana, com enorme sucesso, depois disso não mais parou de fazer apresentações ao vivo.

Seu maior show Aloha From Hawai, aconteceu em 1973, o primeiro transmitido via satélite para todo o planeta, atingindo bilhões de pessoas, tornando Elvis um dos maiores ícones da cultura mundial.

Sua morte prematura, aos 42 anos, interrompeu uma carreira de sucesso, pautada por recordes de vendas, prêmios e números de músicas ocupando os primeiros lugares nas paradas de sucesso.

Perdi meu ídolo quanto tinha 12 anos, numa data triste para mim, chorei muito durante alguns dias, ouvindo suas músicas e revendo seus filmes que passavam para relembrar sua trajetória.

Para mim não existe artista tão completo como Elvis Presley, dominou palco, cinema e mídia de maneira plena, assim continua vivo em cada canção ouvida, repetida ou cantada pelos seus fãs, inclusive eu, como humilde súdito do Rei do Rock.

Dia dos Pais

Meu pai era uma pessoa alegre, pois todas as lembranças que tenho dele são com um belo sorriso no rosto, mesmo quando estava internado no hospital em seus últimos dias de vida.

A rotina de quase dois meses num leito hospitalar não o deixaram triste, brincava com os funcionários quando traziam medicamentos, davam banho nele ou trocavam suas fraldas, principalmente com as enfermeiras quando tocavam nas suas partes mais íntimas.

Quando eu fazia a troca das fraldas ele ria ao comentar que já tinha feito isso muitas vezes em mim e era minha vez de fazer o serviço, numa onda de brincadeira que me fazia rir, mesmo vendo meu pai debilitado, sabendo que seu tempo junto a mim estava chegando ao final.

Ele não sofreu, morrendo tranquilo na madrugada de 14 de março de 2002, deixando um grande vazio na minha vida, mas também um grande legado de alegria, felicidade, honestidade, sinceridade e humildade. A foto que está em seu túmulo no cemitério, em Alegrete, traz seu rosto iluminado por um enorme sorriso, assim sempre que vou visitá-lo enxergo aquela imagem e lembro as tantas risadas que trocamos juntos.

Tenho saudades do meu pai, ainda bem que teve tempo de conhecer um dos netos, dividiu sorrisos com duas gerações de descendentes e desfrutou de bons momentos comigo e com seu neto. Pena que não podemos evitar as perdas de nossos pais, quem dera ficassem para sempre por perto, pois eles, com suas experiências nos auxiliariam a viver melhor.

Agora que sou pai quero aproveitar a convivência com meus filhos, tentar ser exemplo e mostrar as opções que entendo as mais corretas na vida deles, cabendo a eles decidir qual caminho seguirão.

Agradeço por meu pai ter existido na minha vida, o qual muito me ensinou com seu jeito simples e franco de dizer as coisas, como procuro fazer com meus filhos nas conversas que temos.

No domingo vou fazer um churrasco, da maneira que aprendi com ele, mantendo seu hábito de reunir a família ao redor da mesa, servir o churrasco e conversar sobre a vida.

Assim vou estar com meus filhos para comemorar mais um Dia dos Pais, infelizmente sem a companhia alegre do meu pai Avelino.

Quando acaba uma vida?

Somos passageiros neste pequeno planeta que fica orbitando ao redor do Sol, numa viagem que não tem uma duração definida, vamos num trem desgovernado rumo ao final do caminho, que nunca saberemos onde fica, pois cada um tem seu ponto de chegada e partida.

Podemos vir ao mundo abrir os olhos e, logo em seguida, deixar a viagem, sobrando apenas a recordação com a saudade dos familiares que perdem um pequeno ser, o qual parte, normalmente, num caixãozinho branco.

Ou viemos e passamos algumas estações, chegando à idade da infância ou adolescência, sendo um momento de partida muito sentido, pois a lógica é os filhos enterrarem os pais, acontecendo o contrário parece que a ordem da vida foi invertida e o sofrimento de quem fica é enorme.

Quem sabe atinjamos a idade adulta, talvez constituindo família, mas deixando algumas marcas nas vidas daqueles que vamos amar, convivendo os bons e maus momentos.

No entanto todos sonhamos em viver e conseguir atingir a velhice, ter filhos, netos, talvez bisnetos, passar por tantas estações, viver inúmeras emoções e amar tantas pessoas, as quais ficarão marcadas por nossa existência, deixar um legado familiar e de história para ser lembrado pelas futuras gerações.

Não existe um padrão de passagem pelo nosso pequeno planeta, todos sabemos que um dia nascemos, vivemos o agora, mas o próximo segundo pode não acontecer, não temos controle sobre nossa viagem, o condutor não nos passa informações, somos convidados a seguir em frente.

Portanto vamos viver intensamente cada momento alegre, cada segundo ao lado de quem amamos, sorrir pelas coisas mais simples, aceitar nossas deficiências e valorizar as pessoas que nos amam.

Acredito que o Pastor Ari Pfluck fez isso, viveu intensamente seus 85 anos, saído do interior de Lajeado, chegando a Alvorada, constituindo uma família com dona Gerda, criando cinco filhos, que lhe deram 11 netos e já com uma bisneta, construindo um legado educacional com a Faculdade São Marcos e outro religioso pela sua atuação junto à comunidade luterana.

Pena sua viagem ter chegado ao fim, mas é o destino de todos nós!

Patrimônio público disperdiçado

Nos últimos anos, com a troca da política econômica em nível federal, tivemos mudanças significativas nas administrações estaduais que passaram a procurar resolver os problemas econômicos com a extinção e venda de empresas públicas, visando equilibrar as contas públicas, onde os governos gastam mais do que arrecadam.
Empresas públicas são patrimônio público construído com dinheiro dos contribuintes criado por diferentes governos com objetivo de realizar tarefas e atividades que não eram lucrativas para a iniciativa privada, mas com o passar dos anos, mudando os cenários, despertaram interesse dos empresários.
Muitas com décadas de história fazendo serviços para a população, com enormes investimentos públicos, simplesmente são vendidas por preços que nem cobrem o que foi investido, com prejuízo para governos e população.
Interessante é que as empresas são vendidas, o dinheiro entra, mas não acaba com o problema dos caixas desequilibrados, mas a fórmula sempre volta, conforme o governo que assume, resolve vender as empresas públicas, mesmo que não sejam deficitárias.
Agora o Rio Grande do Sul repete a fórmula extinguindo várias empresem públicas, acabando com a prestação de serviços, sem nenhuma perspectiva de solucionar a crise econômica, com a previsão de um rombo bilionário no orçamento estadual.
No nível federal, há proposta de uma moratória no pagamento das prestações da dívida do governo gaúcho com a União, durante três anos, com exigências de venda das empresas públicas, no mesmo modelo apresentado para outros Estados endividados que não conseguem equilibrar suas contas.
Enquanto isso a população assiste ao patrimônio público sendo dilapidado, com inúmeros escândalos de corrupção, gastos enormes para manter uma máquina pública que não atende as necessidades básicas, mas que continua a aumentar impostos e exigir mais dinheiro público para gastar.
Pior é assistir os legisladores aprovando medidas prejudiciais à população em troca de emendas parlamentares, ou seja, trocam investimentos em suas bases com o dinheiro público, enquanto aprovam medidas que aumentam a arrecadação, numa troca de favores entre o poder Executivo e o Legislativo.

Saúde em frangalhos

A simples informação de que as emergências dos hospitais estão lotadas já serviria para dizer que nosso sistema de saúde está falido, com centenas de pessoas aguardando atendimento nos corredores.

Mas quando é preciso de um atendimento de urgência envolvendo quem conhecemos é que a realidade aparece diante dos nossos olhos, com espaços reduzidos, uma enorme fila de espera e poucos funcionários.

Ser assaltado já é ruim, perder os bens materiais, os quais custam muito tempo de trabalho em poucos segundos, mas, além disso, a pessoa ser agredida covardemente por não entender o que o bandido falou é pior ainda.

Depois da agressão com um corte no supercílio, resultado de uma coronhada, sendo levada à emergência de um posto médico, chegar lá e não ter o mínimo de condições, esperando por horas por um atendimento.

Então ser ouvida por um médico, que, sem nenhum exame, constata estar tudo bem, permanecer com sangue ressecado no rosto, por falta de material para limpeza do local do ferimento, após toda essa espera e finalmente ser liberada, ter que ir ao Pronto Socorro fazer a sutura, pois onde estava não realizam tal procedimento.

Nova espera, mais algumas horas e após novo atendimento, sutura com dois pontos e liberação, sem nenhum medicamento ou prescrição do que fazer em caso de dor.

Assim foi uma noite da semana passada, quando ajudei a pessoa que conheço, indo no posto da Cruzeiro, onde foi deixada por terceiros e acompanhar toda essa maratona para resolver uma agressão num assalto.

Chegando o frio intenso, imagino o sofrimento daqueles que precisam de atendimento para doenças respiratórias, como as crianças que choravam e tossiam, enquanto mães aflitas nada podiam fazer, esperando o atendimento.

Tristeza de saber que centenas de pessoas viajam para Porto Alegre em busca do apoio médico, pois não há hospitais no interior para atender a demanda de doenças que aumenta no inverno gaúcho, resultado de um sistema de saúde que não tem investimentos.

Dias de insegurança

A insegurança começa no plano político, em nível nacional temos um presidente acuado por denúncias de corrupção, com instabilidade no sistema legislativo nacional, aprovação de medidas desfavoráveis à maioria da população, enquanto no nível estadual, temos um governo que ainda patina para pagar salários em dia, aprovando medidas paliativas para resolver os problemas do Estado.

Há insegurança também na questão do trabalho, com 14 milhões de desempregados, com fechamento de inúmeras empresas, com uma crise no comércio e na prestação de serviços, com muitas famílias tendo dificuldades para satisfazer necessidades básicas de alimentação, educação e saúde, há inúmeros problemas de infraestrutura, obras inacabadas e crescimento das zonas de pobreza.

Recebemos inúmeras informações desagradáveis, principalmente quando o tema é segurança pública, com acontecimento de mortes e crimes, enquanto os operadores do sistema, principalmente brigadianos e policiais civis, tem desvalorização profissional, por parcelamento de salários e perda de vantagens no âmbito constitucional.

O aumento da violência tem diversos fatores. Um deles é a defasagem do número de policiais nas ruas, com ausência de policiamento em muitos locais das cidades gaúchas, onde normalmente havia a presença dos policiais.

Outro fator é a falta de vagas no sistema prisional, que acarreta o emprego de policiais civis e militares na custódia de presos, que aguardam transferência para os estabelecimentos penais, com diminuição de viaturas circulando nas ruas e dificuldades para atender as demandas das delegacias.

Na realidade tudo está intercalado e contribui para a insegurança: economia em crise, desemprego, falta de investimentos em habitação e saneamento, governos que não conseguem cumprir suas funções, população que não tem atendidas suas necessidades, crescimento desordenado das cidades, somados a denuncias de corrupção, desvios de dinheiro público e desprestígio aos funcionários públicos.

Parentes e amigos importantes ajudam!

As recentes decisões do Supremo Tribunal Federal dando liberdade ao senador Aécio Neves, neto de Tancredo Neves, presidente eleito indiretamente em 1984 e do deputado Rodrigo Rocha Loures, amigo de Michel Temer, atual presidente do país, mostram que, mesmo com provas substanciais contra os políticos, a proximidade ou parentesco com autoridades ajudou para que voltassem aos seus cargos.

Mas as delações premiadas de Joesley Batista trouxeram para o público acusações graves contra o senador Aécio Neves, o qual, segundo o delator, teria solicitado dois milhões de reais para pagar a defesa dentro da Lava-Jato, enquanto o deputado Rocha Loures foi filmado pela Polícia Federal apanhando 500 mil reais com um executivo da JBS, que faria parte de pagamentos semanais neste valor por vinte anos.

As denúncias e resultados da investigação levaram ao afastamento dos cargos que ocupavam, com a prisão de Rocha Loures, porém para os ministros do STF, mesmo com tais acusações de corrupção dos políticos, podem continuar desempenhando atividades parlamentares e lidando com dinheiro público, como se nada houvesse acontecido.

Causa indignação por não ser um caso isolado, inúmeras decisões judiciais tem favorecido acusados de corrupção no país, parecendo para a população que existem dois sistemas judiciais, um que mantém presos acusados de roubarem dez reais e outro que mantém em liberdade quando os valores chegam aos milhões de reais.

O foro privilegiado permite que ocupantes de cargos políticos consigam livrar-se de denúncias, permanecendo ilesos às acusações, num sistema que protege os poderosos, enquanto que em situações semelhantes os demais brasileiros mofariam nas cadeias.

Brasília é o paraíso das bancas de advogados que conseguem clientes dispostos a pagar fortunas para não serem acusados, denunciados ou presos, pois os recursos podem arrastar-se por anos, com liminares, suspensões e decisões favoráveis aos privilegiados que surgem no Planalto Central do país.