Consumo e tráfico de drogas

A legislação brasileira considera crime o tráfico de drogas, quando uma pessoa tem posse de drogas em quantidade superior ao permitido para caracterizar o consumo, que não constitui crime no Brasil.

As quantidades variam conforme o tipo de droga, portanto as autoridades necessitam conhecer as quantidades para definir se há crime ou simplesmente um consumo de drogas nas ruas.

Porém para chegar aos consumidores as drogas percorrem um longo caminho até chegarem aos locais de consumo, desde as áreas onde são cultivadas as matérias primas, passando pelos locais de elaboração e separação dos ingredientes principais.

Nestes locais existem milhares de pessoas trabalhando, tanto no cultivo, como no processo de separação de ingredientes, chegando aos laboratórios onde são usados produtos químicos para criar as bases das drogas, com mais pessoas empregadas.

Depois de produzidas as drogas, elas precisam ser manufaturadas, chegando aos produtos que serão distribuídos para o consumo, mas precisam ser transportadas para os mercados consumidores.

Novamente temos mais pessoas trabalhando nesta operação, que envolve vários tipos de transportes, quando posteriormente, são fracionadas para a distribuição nos pontos de tráfico.

Depois de todo este percurso, desde o cultivo até chegar aos pontos, finalmente as drogas podem chegar aos consumidores, aqueles que se tornarão dependentes e continuarão alimentando o tráfico.

Assim continuar deixando o consumo de fora da definição de crime, acaba por permitir o processo de tráfico funcionando, pois para toda a cadeia continuar existindo é necessário que haja consumidores.

Temos todo um combate às plantações, separação de ingredientes, aplicação dos produtos químicos, laboratórios, transporte, distribuição e venda das drogas, mas não temos, no Brasil, a repressão ao consumo.

Desta maneira as polícias combatem uma grande parte do mercado do tráfico, mas esbarram numa legislação que protege os traficantes, pois estes nunca perdem seus clientes, que são protegidos pela lei brasileira.

 

Cadeiras anfíbias

No veraneio sempre aparecem imagens de deficientes físicos que não conseguem chegar ao mar, sendo necessário que outras pessoas carreguem até a praia e coloquem na água, assim podem sentir as ondas batendo no corpo.

Várias prefeituras e empresas investem em cadeiras anfíbias adaptadas para que não haja esta necessidade e facilite a vida dos parentes dos deficientes, numa atitude muito positiva, pois permite o banho de mar aquelas pessoas que não conseguem se movimentar.

Quem não tem problemas de motricidade nem imagina o que sofre um deficiente, pois fica olhando a imensidão do oceano, sentindo o vento e o sol, mas não pode aventurar-se mergulhando e sentindo o contato do mar.

Nosso egoísmo não permite que tenhamos o mínimo de preocupação com isso, pois não somos afetados, porém aqueles que convivem e precisam dar condições de vida digna para seus parentes que não conseguem se movimentar tem outra visão.

Pude observar um deficiente sendo carregado por seus pais até a praia, numa cadeira de rodas, não movia as pernas, apenas pequenos movimentos nos braços, chegou até a guarita e foi colocado na cadeira anfíbia, depois de seguro, foi levado para dentro da água.

Sorria sentindo seu corpo ser molhado pela água salgada, olhava para o salva-vidas agradecendo com o olhar, a mãe tinha lágrimas nos olhos, o pai um sorriso de alegria, todos felizes com aquele momento.

Segundo ouvi dos pais foi o primeiro banho de mar de seu filho, um rapaz de 22 anos, com paralisia cerebral desde o nascimento, mas que por uma iniciativa de algumas entidades, pode ter contato com o oceano.

Quantos de nós nos queixamos da vida, de nossas dificuldades financeiras, de nossas desilusões amorosas, esquecendo que temos todos os movimentos, podemos ir a qualquer lugar, somos livres e não dependemos de outros para a locomoção.

Vendo a cena, agradeci por poder caminhar, acenar e ter as sensações de felicidade que recebo a cada dia, olhar ao redor e poder abraçar aqueles que amo, por não ter problemas, pois são nada perante o desafio de entrar no mar e não conseguir.

Viaturas policiais

Desde que as polícias foram criadas houve a necessidade de veículos para conduzir os policiais para suas atividades, primeiramente em carroças, depois em calhambeques, chegando aos veículos que tem uma configuração semelhante desde o início do século 20, quando foram idealizados carros com um motor, uma carroceria de aço e quatro rodas com pneus.

Na atividade policial há necessidade de chegar rapidamente onde estão ocorrendo crimes ou acidentes, bem como levar feridos para hospitais, presos para delegacias, entre tantas outras atividades que as polícias executam na sua rotina, sendo necessário que o Estado invista em veículos para entregar às instituições policiais.

Infelizmente, no Brasil, as viaturas são carros comuns com adesivos e giroflex, assim temos diversas marcas e modelos realizando o patrulhamento nas ruas de nossas cidades, já que a aquisição das viaturas é realizada mediante processo de licitação.

Não há um modelo padrão, como acontece em outros países, onde as viaturas policiais atendem requisitos específicos de segurança e configurações de suspensão e motorização, determinados pelos órgãos de polícia, que visam principalmente à segurança dos policiais, além de serem compatíveis com os serviços realizados e o tipo de terreno onde trafegam.

Já tivemos em décadas passadas uma gama de veículos com diferentes configurações, que rodavam em todos os terrenos, sem nenhum critério técnico de padronização, mas houve a conscientização de que carros 1.0, com suspensão baixa e portas de pequena abertura não são adequados ao trabalho policial, assim as aquisições passaram a incluir veículos mais potentes, mais altos e com maior capacidade de transportar, no mínimo, quatro policiais equipados.

Talvez um dia as autoridades entendam que a atividade policial tem importância, necessitando de veículos padronizados, blindados e produzidos especificamente para a polícia, trazendo apenas os equipamentos necessários para o trabalho policial, com mecanização melhorada, espaço para armamento e equipamentos, além de contar com níveis de segurança acima dos carros de passeio.