Começar de novo

Outro ano chegando ao fim e novamente renovamos as esperanças de que tudo vai melhorar na virada, que nosso mundo vai se tornar melhor e teremos mais felicidade no novo ano. Não temos certeza do que nos espera ao cruzarmos a fronteira de 2018, mas vamos convictos de que será muito melhor do que estamos vivendo, como se todos os nossos problemas encerrassem junto com o ano.

Aproveitamos para procurar nossos familiares, dividir um jantar com nossa família, o último do ano, com reconciliações acontecendo, rixas deixadas de lado, havendo mais tolerância com os outros, numa onda de perdão e amor que dura alguns dias, depois tudo volta ao normal, com novas desavenças e problemas que surgem naturalmente.

Mas necessitamos deste recomeço, uma forma de ressurgir, modificar nosso cotidiano, como se a última semana do ano fosse mágica, resolvendo cada um de nossos problemas e dificuldades, tornando melhor nosso viver pelo encerramento de um ciclo.

Não adianta nada esta ilusão se não modificarmos nossas atitudes, revermos nossos conceitos, alterarmos nossa prática de convívio com as pessoas, enfim mudar nossa maneira de agir visando melhorar a vida de todos com quem vivemos.

Parece que cada pessoa busca ser feliz, mas não percebe que para chegar à felicidade é necessário tentar ajudar os outros a serem felizes, numa regra universal de que faça aos outros o que gostaria que fizessem com você.

Portanto é preciso começar de novo a cada manhã, buscar refletir sobre nossos erros e acertos, melhorar nosso tratamento com quem convivemos, buscar entender o outro e suas limitações, entender que nem sempre conseguiremos agradar a todos.

Assim desejo a todos uma boa entrada de 2018, com muita mudança positiva na vida, com mais compreensão, cumplicidade e amizade, que todos consigam atingir todos os objetivos que desejarem, sendo, realmente, um recomeço para todos nós.

Ano chegando ao fim

Ano encerrando com a chegada de mais um Natal, repete-se todo o final de ano a mesma esperança de que as coisas vão mudar, os seres humanos vão melhorar e a humanidade encontrará paz e diálogo.

Ano difícil para o Brasil, muita roubalheira aparecendo, bilhões e bilhões sendo desviados dos cofres públicos para contas, malas e patrimônio privado dos ladrões.

Uma constante foram as diversas desculpas para os desvios: foi tudo buscando o bem comum do povo brasileiro, defesa dos interesses da nação, não é verdade, são invenções da mídia, o povo vai entender, entre tantas outras esfarrapadas.

Somos sacrificados diariamente pela falta de estrutura em nossas cidades, com obras inacabadas por todos os lados, crateras nas ruas e estradas, postos de saúde com falta de material e pessoal, escolas sucateadas e professores desvalorizados por salários indignos, segurança precária com aumento da criminalidade.

Os valores que nos roubaram deixaram vazios nas nossas necessidades básicas, os governos alegando falta do dinheiro deixam de investir nas suas obrigações mínimas.

Os grandes ladrões continuam soltos, muitos ainda estão protegidos por seus cargos públicos, há uma demora nos processos envolvendo as figuras políticas, tudo vai sendo conduzido para o esquecimento da população, seja pelo tempo ou pela divulgação de novos fatos alheios à corrupção.

Chegamos ao Natal, com tudo sendo encaixotado numa nova fase na vida de todos, quando se aproxima o ano eleitoral e muitos corruptos tentando manter-se nos cargos.

Tomara que o Papai Noel transforme todos os políticos, que o povo consiga identificar os verdadeiros interessados em melhorar a vida da população brasileira.

Projetos de final de ano na Assembleia

A Assembleia Legislativa vai ter muito trabalho até o final do ano, pois precisará apreciar, aproximadamente, cinquenta projetos encaminhados pelo Executivo antes do recesso parlamentar que deve acontecer no final de dezembro.

São projetos que envolvem tantos assuntos, das mais diversas áreas, mexendo em muitas estruturas, mudando legislações e até mesmo alterando a Constituição Estadual, tudo encaminhado várias vezes durante o ano, mas agora enviados visando aprovação rápida.

Muitos assuntos nem foram analisados profundamente pelos legisladores, havendo muitas reuniões entre parlamentares e integrantes do governo, visando ajustar uma votação favorável aos interesses do Executivo, envolvendo desde venda de patrimônio público até mudanças em vantagens de servidores.

Preocupa a maneira como agem todos os governos: sempre enviam uma enxurrada de projetos no final do ano, forçando votações em tempo recorde, sem nenhuma discussão com a sociedade, trancando a pauta da Assembleia e obrigando os deputados a votarem sem muita convicção.

Como, geralmente, a maioria dos deputados é da situação, os projetos governamentais são aprovados, com acordos entre as lideranças, numa rotina de isolamento dos legisladores dos interesses da coletividade, com a preocupação em manter cargos e vantagens.

Ao longo do governo Sartori tudo está sendo aprovado: extinção de estatais, perda de vantagens dos servidores e mudanças em diversas legislações, as quais alteraram a vida dos gaúchos em vários aspectos, mas que não tiveram análise criteriosa dos deputados.

Nós, o povo gaúcho, somos reféns deste modelo legislativo que vota conforme interesses momentâneos dos governos, não há projetos que melhorem os serviços públicos, diminuam a carga tributária, atraiam indústrias para o Estado, simplesmente resolvem o problema da hora, sem preocupação com os futuros administradores gaúchos.

Um exemplo disto é a criação da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) no governo Tarso e agora a extinção de Corag e outras estatais, ou seja, cada governo muda as legislações conforme interesses de seus integrantes.

Adeus Major Vitamar

A morte repentina de um amigo com o qual tivemos o privilégio de compartilhar da convivência, viver momentos alegres e tristes, causa uma dor muito forte em nosso íntimo, ficamos sem saber o que dizer, sem entender os motivos de uma tragédia pessoal que afeta a amigos e familiares.

Todos somos personagens com diversos papéis durante o nosso percurso pela trajetória de nosso cotidiano, somos o membro da família, o profissional dedicado, o amigo de todas as horas, o amor de alguém, mas temos a nossa face solitária.

Quando chegamos e olhamos para nós mesmos, ali enfrentamos nosso verdadeiro eu, aquele que somente nós conhecemos e que, muitas vezes, não dividimos com ninguém. Talvez este tenha sido o momento que marcou o fim da vida de Vitamar, que morreu sozinho, sem ninguém ao seu lado.

Todos temos nossas dificuldades, sendo que alguns não tem força para superá-las, acabando por buscar refúgio nas drogas, lícitas ou ilícitas, sem que em nada interfira na vida profissional.

Ele vivia um momento profissional excelente, tendo assumido há poucos meses a função de Chefe de Gabinete do Comandante-Geral dos Bombeiros, uma nova instituição recentemente desvinculada da quase bicentenária Brigada Militar.

Na Brigada Militar, convivi com ele, vendo sua maneira de lidar com as pessoas, respeitando a todos, ajudando, dentro de suas possiblidades, aqueles que o procuravam, sempre com um sorriso no rosto, uma palavra de entusiasmo.

Lembro-me de um momento, em 2012, em que teve de afastar-se por problemas de depressão, fui um dos aconselhá-lo a procurar tratamento especializado para superar sua doença, o que fez e voltou revigorado, amenizando seus problemas.

No seu velório pude dizer adeus, chorar sua saudade, abraçar amigos e familiares, agradeço pela oportunidade de ter convivido com o excelente amigo Vitamar, a quem deixo minha homenagem, mesmo sabendo de suas fraquezas, as quais, infelizmente não conseguiu vencer.

Grêmio Tricampeão da América

O Grêmio chegou ao tricampeonato da Libertadores da América de forma inquestionável, sem nenhuma cena de violência, apenas com o jogo de futebol, causando uma felicidade imensa na nação tricolor, colocando o clube num seleto grupo de times brasileiros com três títulos na competição.

A trajetória iniciou no ano de 1983, quando assisti a primeira conquista dentro do Estádio Olímpico, com cem mil gremistas fazendo as arquibancadas tremerem, vi a jogada de Renato, alçando a bola da ponta direita para o meio da área e César cabeceando, atirando-se contra os jogadores e o goleiro do Penharol, colocando a bola no fundo das redes. O zagueiro De Léon levantou a taça, com sangue no rosto, enquanto os torcedores gritavam: É Campeão!

Depois em 1995, a segunda conquista da América, que também pude ver, com um pênalti marcado, a cobrança precisa de Dinho, vencendo o goleiro Highita, fechando o placar do bicampeonato. Desta vez coube ao capitão Adilson levantar a taça, levando alegria para a nação gremista.

A busca pelo tricampeonato neste ano levou esperança para os gremistas, passamos por uma fase de grupos, depois nas outras fases, o time foi superando adversários, chegando à final com o Lanús, batendo o time argentino na Arena e depois no La Fortaleza.

Desta vez a taça foi erguida pelo zagueiro Geromel, capitão do tricampeonato, cercado pelos companheiros que fizeram a história do Grêmio, coroando a trajetória de Renato, o único brasileiro a conquistar a Libertadores como jogador em 1983 e agora como técnico com o mesmo clube.

Obrigado a todos os jogadores e comissão técnica pela conquista, que enche de alegria toda a nação gremista, agora esperando o momento de disputar o Mundial e quem sabe conquistar o bicampeonato, novamente levando Renato a ser jogador e técnico Campeão do Mundo.

Resta aos torcedores aguardar as próximas cenas desta história maravilhosa de um clube gaúcho que conquista pela terceira vez a Libertadores da América.