Comprando a Presidência do Brasil

O impeachment de Dilma iniciou uma nova faceta da política no Brasil, onde a própria votação do processo de afastamento da presidente passou por negociação de cargos no, então, futuro governo Temer, com acordos às vésperas dele assumir a presidência.

Depois tudo foi negociado pelos novos ministros e assessores para manter o presidente em seu cargo, com inúmeros acordos com aliados, passando por entrega de ministérios, várias funções em estatais e outros órgãos ligados ao Executivo, numa forma de agradecimento pela votação a favor do impeachment de Dilma.

Passado mais de um ano de governo Temer, o surgimento de denúncias envolvendo diversos integrantes de seu primeiro escalão e aliados, numa onda que foi crescendo e chegando ao envolvimento direto de Michel Temer com a prática de crimes graves, surgindo inclusive a ligação com outros denunciados na Operação Lava-Jato.

Em junho deste ano houve a primeira denúncia contra o presidente por corrupção passiva, mas com a compra de votos direta aos parlamentares ligados ao governo, seja por cargos para apadrinhados dos partidos que compõem a base governista ou por liberação de dinheiro para emendas parlamentares, foi arquivada pela Câmara dos Deputados sem dificuldades.

Agora em outubro, uma nova denúncia, acusando o presidente de ser o chefe de uma organização criminosa tendo como integrantes principais os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco, sendo novamente arquivada sem problemas pelos deputados aliados, que tiveram atendidos diversos pedidos junto ao governo,

A estimativa dos custos de toda a negociação política para barrar as duas denúncias criminais contra Temer pode chegar a R$ 32 bilhões, pois essa é a soma de diversas concessões e medidas do governo negociadas com parlamentares entre junho e outubro.

Pode-se concluir então que para manter o cargo de presidente e toda a base do governo parece não haver limites econômicos, apesar de todo o discurso de crise, com cortes em diversas áreas essenciais para a população brasileira.

Salvando a própria pele

O Senado Federal, com o aval do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu que o senador Aécio Neves deveria permanecer em seu mandato e não cumprir o seu recolhimento noturno, contrariando assim decisão do próprio STF, com uma clara demonstração de que a prática de crimes por parte dos políticos que integram o Congresso Nacional não é passível de punição.

A decisão favorável a Aécio teve participação direta do presidente Michel Temer, o qual moveu os cordões para que os aliados do governo votassem em favor da permanência do senador em seu cargo, mantendo assim os privilégios que faz jus pelo seu mandato, evitando ser molestado por decisões judiciais.

Os senadores em seus discursos foram claros em atacar o Judiciário e Ministério Público, demonstrando seu descontentamento com as investigações envolvendo os integrantes da casa legislativa, sendo que muitos estão denunciados diversas vezes por prática de crimes.

A decisão onde 44 votos disseram que Aécio deveria ficar no cargo, apesar de ter sido flagrado em áudio pedindo dinheiro para se defender das acusações contra ele, levantadas na Operação Lava Jato.

Aliás, a operação foi alvo de severas críticas pelos que ocuparam a tribuna para defender seu colega, dizendo que há um componente político envolvendo aqueles que investigam os senadores e deputados federais, querendo desestabilizar o governo.

Na realidade a votação foi contrária ao que esperava a maioria da população brasileira, que comemorava o fato de um senador, comprovadamente envolvido em atos criminosos, sofrer uma punição e perder seu mandato, porém os senadores não se importaram com isso, decidiram proteger a instituição e não ouvir a opinião pública.

De outro lado, o Supremo Tribunal Federal lavou suas mãos e deixou para que o Legislativo decidisse sobre o futuro de um de seus integrantes e assim ocorreu a defesa dos interesses da classe, em detrimento das decisões do Judiciário.

Obrigado Paul McCartney!

Nasci no ano em que a Beatlemania estourou no Brasil, assim acredito que ouvi Beatles antes mesmo de nascer, lembro que durante a infância ouvia os Fab Four no rádio, enquanto brincava e guardo os refrãos das músicas desde aqueles dias, como boas lembranças daqueles momentos infantis.

Quando os Beatles acabaram em 1970, não tinha noção do que isto significava, mas novas músicas surgiram, agora com Paul, John, George e Ringo em carreiras independentes, com relativo sucesso, porém inferior ao que tinham quanto estavam juntos.

Depois, quando tinha dez anos, ganhei um toca-disco portátil e logo vieram os compactos e LPs dos Beatles para fazer a trilha musical de minha adolescência, com muitas festas nas garagens dos amigos, onde levava meu som para animar.

Chegou o ano de 1980 e a morte estúpida de John Lennon, com vários tiros por um fã, na entrada de seu edifício, em Nova Iorque, um momento triste, pois, definitivamente, os Beatles nunca mais existiriam com sua famosa formação.

Durante os anos de minha passagem pelo Colégio Júlio de Castilhos, o Julinho, o violão entrou na minha vida, aprendendo os primeiros acordes e, logicamente, tentando cantar os sucessos dos Beatles, assim muitas músicas foram tocadas e cantadas nos espaços do colégio e nas reuniões dançantes que aconteciam.

George Harrison morreu em 2001, vítima de um câncer, mais um momento triste na vida de um fã, assim restaram Paul e Ringo, com suas carreiras e shows, mas somente Paul McCartney esteve no Rio Grande do Sul, em 2010 pela primeira vez.

Pude ouvir um dos Beatles ao vivo pela primeira vez, momento mágico e de grande alegria, recordando os grandes momentos de minha vida, acreditando que Paul não voltaria mais ao Brasil.

Passados sete anos poderei novamente assistir novamente um de meus ídolos, que muito influenciaram para que eu tivesse uma banda com meu filho e passássemos a tocar Beatles.

Desta maneira só me resta dizer: Obrigado Paul McCartney!

Destruição do Ginásio da Brigada Militar

Mais um vendaval destelhou novamente o Ginásio da Brigada Militar, resultando em telhas arrancadas e parte da estrutura metálica destruída, numa cena muito triste para um patrimônio de Porto Alegre, com uma história com mais de 50 anos.

O ginásio foi construído em 1963, para os Jogos da Universíade em Porto Alegre, tendo sido sede para a realização de diversas competições naquele evento, sendo que após o encerramento dos jogos, a Brigada Militar assumiu a administração do complexo esportivo.

Durante estas mais de cinco décadas, o Ginásio da Brigada já realizou muitos eventos esportivos e artísticos, sendo usado por integrantes da instituição e pela comunidade, como um importante local para a realização de muitas atividades gratuitas e com orientação de profissionais de Educação Física.

Um ginásio com um projeto antigo que se integrou à paisagem da cidade, sendo ponto de encontro de esportistas, tendo se modernizado para atender as demandas da Brigada Militar e da comunidade gaúcha.

Em janeiro de 2016, quando aconteceu um ciclone em Porto Alegre, o Ginásio da Brigada Militar sofreu um destelhamento parcial com prejuízos que chegaram a 23 milhões de reais.

Agora no dia 1º de outubro, ventos com velocidades superiores a 120 km/h atingiram o ginásio, resultando em consequências mais graves, com prejuízos enormes, que ainda estão sendo avaliados, pois além do vendaval, as chuvas também contribuíram para os estragos.

Tomara que se consigam logo as verbas necessárias para a reforma deste importante espaço da história da Capital, esperando que não tenhamos outros vendavais atingindo Porto Alegre, uma cidade que não está preparada para enfrentar as calamidades públicas.