A audiência de Lula

26 de maio de 2017 – franquilin.pc@gmail.com
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Ou interrogatório. Li e concordei com muitas opiniões sobre este fato. O presidente saiu-se bem. Mostrou que não é à toa que foi presidente. Vivaz, esperto e solto. Pouco nervoso.

Quem vê o Juiz Sergio Moro não se sente constrangido, pois o magistrado aparenta ser boa praça, calmo e educado. Para um deseducado como Lula, que chegou a dizer impropérios na audiência, isso soa como vantagem para ele.

Mas lendo um artigo do Prof. da FGV Ivar A.Hartemann, esse diz que a grande comoção do fato foi o ineditismo, isso é um ex presidente no banco dos réus.

Não estamos acostumados a isso, num pais aonde só ali vão negros e pobres.

É a diferença daqueles que sempre são punidos pela justiça criminal e aqueles que nunca são.

Mas, como se viu, vamos tornar a ver até ficarem normal estes fatos, isso é, pessoas ricas, “importantes” e famosas serem julgadas com igualdade pelos juízes.

Até mesmo os juízes estão se acostumando com isso.

A Lava Jato tem colocado por terra, gradualmente, a ideia de que ainda existem intocáveis no Brasil.

É o caso dos mega empresários Eike e Marcelo Odebrech. De ministros, senadores e deputados.

Talvez nos próximos anos veremos com mais frequência poderosos sendo interrogados, sentados frente ao mesmo tipo de juiz que julga os demais brasileiros, sem privilégios.

Talvez um dia a situação de igualdade perante a lei não choque mais o povo, como dessa vez e que esses fatos sejam normais numa democracia avançada e mais correta.

26 de maio de 2017 – franquilin.pc@gmail.com
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