180 anos da Brigada Militar

 

A Brigada Militar gaúcha chega aos seus 180 anos no dia 18 de novembro de 2017, com uma história ligada ao nosso Estado e ao Brasil, estando envolvida em diversos fatos importantes, destacando-se pela sua perfeita integração com a comunidade rio-grandense.

No longínquo ano de 1837, em plena Revolução Farroupilha, foi criada para proteger a população de Porto Alegre, e com o passar dos anos, foi expandindo-se para outros municípios, passando a fazer parte de cada comunidade onde se instalava.

Ao longo de mais de um século esteve envolvida em guerras e revoluções, destacando-se a Federalista, de 1893, a Assisista, de 1923, a Revolução de 1930, passando pela Constitucionalista em 1932, a Intentona Comunista de 1934, chegando à Legalidade no ano de 1961.

Depois teve um período de avanços na direção do envolvimento com a comunidade, sendo criados, na década de 1950, os “Abas Largas”, primeira forma de polícia montada e os “Pedro e Paulo”, atuação em duplas que patrulhava as ruas. Na década de 1960, surgiram as “Rádio Patrulhas”, pioneiras do patrulhamento motorizado, passando por ações de repressão às manifestações populares durante a Ditadura Militar.

Após a Abertura no final dos anos 1970, foi tornando-se mais integrada à comunidade, chegando ao ano de 1988, com a Constituição Cidadã, a tornar-se uma instituição protetora dos direitos fundamentais de todos os gaúchos.

Chega aos 180 anos como uma polícia prestadora de serviços à comunidade gaúcha, auxiliando na proteção de todos, preservando a vida e interagindo com todos os segmentos sociais, auxiliando sobremaneira na sensação de segurança, atuando nas mais diversas formas de policiamento, ainda tendo como missão a guarda dos estabelecimentos penais.

Tem ainda a preocupação com a prevenção da criminalidade na atuação em projetos sociais, atuando na orientação contra as drogas e na proteção dos direitos de crianças e adolescentes de todas as classes sociais.

Parabéns a todos os integrantes de Brigada Militar pelos 180 anos de existência da nossa Briosa!

O gato e a revolução

Mergulhar nos livros é muito bom e com a Feira do Livro de Porto Alegre isto é mais prazeroso, pois consigo ver a enorme diversidade de temas e observar as capas, além de aproveitar para pegar um autógrafo com algum amigo escritor.

A reedição do livro O gato e a revolução, do amigo Alcy Cheuiche, 50 anos depois de seu lançamento, em 1967, quando aconteceram atos de censura ao conteúdo do livro e a destruição dos exemplares por agentes da Polícia Federal, demonstra a ameaça que a literatura representa contra os governos impopulares, conforme disse ao autografar para mim.

Alcy teve sua criação destruída, saiu do Brasil, permaneceu em silêncio, por ter escrito um livro que relatava o que acontecia no Brasil, mais precisamente em Porto Alegre, que descontentou o regime que dominava nosso país;

Atualmente vivemos momentos com muita semelhança àqueles dias, com um governo impopular e que alguns setores denominam de golpista, enquanto outros defendem, havendo assim acirramento da disputa entre esquerda e direita.

Tivemos em 1967, um governo que legislava em causa própria, controlando os políticos, que votavam o que era determinado, enquanto que os atuais são comprados para votar projetos de conteúdo duvidoso, sem discussão com a sociedade, mas de interesse do governo.

50 anos atrás tínhamos um presidente sem votação popular, agora temos um votado, mas que não consegue ser popular, antes roubaram a liberdade de políticos, intelectuais e jornalistas, que ousassem dizer não ao que estava ocorrendo no país, agora compram o apoio destes mesmos grupos para que concordem com o governo.

A intolerância daqueles dias ainda vive em muitas mentes, sendo proibidas muitas expressões e pensamentos que discordem daquilo que é determinado como correto pelos governantes, havendo ainda censura e cerceamento da liberdade de expressão.

Pobre Estado Pobre

Nosso Estado está acabado economicamente devido a enormes erros ocorridos há muitas décadas, com sucessivas administrações estaduais, sempre tentando resolver o problema do momento e sem nenhuma visão de futuro, com decisões tomadas conforme os interesses dos grupos que estão no poder.

Não temos indústrias instaladas para transformar nossas matérias primas em produtos para serem consumidos aqui mesmo e gerando receitas para o Estado, porém vivemos economicamente como estávamos a dois séculos, vendendo produtos agrícolas e da pecuária.

Somos fornecedores de matéria prima para as indústrias internacionais, sem termos o retorno financeiro para os produtores, pois como são commodities, a maioria dos impostos é direcionada para o governo federal, sobrando migalhas para as administrações das cidades gaúchas.

Nossos governos não se preocuparam em trazer indústrias compatíveis com nossa produção agropecuária, nem aproveitando nosso potencial carbonífero e outros setores produtivos de nossas cidades para fazer crescer a economia rio-grandense.

As vendas de nosso patrimônio público por diferentes administrações não resolveram os enormes rombos nas contas públicas, foram apenas manobras fiscais para cobrir a falta de competência em gerir a coisa pública.

As renegociações de dívidas com a União geraram mais dívida para o Estado, com juros abusivos aplicados sobre o valor devido, numa bola de neve que nunca acaba e cresce a cada ano.

Agora o atual governo estadual está realizando diversas manobras, acabando com fundações e empresas públicas, com alterações legislativas para retirar mais dinheiro de depósitos judiciais e em contratos com a União, além da tentativa de extinção de outros órgãos públicos.

Tudo que está sendo realizado vai resolver o problema neste ano e nos próximos, mas logo ali, novamente vai estourar a dívida, com diminuição da economia e fechamento das poucas indústrias gaúchas, sem perspectiva de melhorar, pois nossos administradores trabalham de maneira amadora.

Comprando a Presidência do Brasil

O impeachment de Dilma iniciou uma nova faceta da política no Brasil, onde a própria votação do processo de afastamento da presidente passou por negociação de cargos no, então, futuro governo Temer, com acordos às vésperas dele assumir a presidência.

Depois tudo foi negociado pelos novos ministros e assessores para manter o presidente em seu cargo, com inúmeros acordos com aliados, passando por entrega de ministérios, várias funções em estatais e outros órgãos ligados ao Executivo, numa forma de agradecimento pela votação a favor do impeachment de Dilma.

Passado mais de um ano de governo Temer, o surgimento de denúncias envolvendo diversos integrantes de seu primeiro escalão e aliados, numa onda que foi crescendo e chegando ao envolvimento direto de Michel Temer com a prática de crimes graves, surgindo inclusive a ligação com outros denunciados na Operação Lava-Jato.

Em junho deste ano houve a primeira denúncia contra o presidente por corrupção passiva, mas com a compra de votos direta aos parlamentares ligados ao governo, seja por cargos para apadrinhados dos partidos que compõem a base governista ou por liberação de dinheiro para emendas parlamentares, foi arquivada pela Câmara dos Deputados sem dificuldades.

Agora em outubro, uma nova denúncia, acusando o presidente de ser o chefe de uma organização criminosa tendo como integrantes principais os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco, sendo novamente arquivada sem problemas pelos deputados aliados, que tiveram atendidos diversos pedidos junto ao governo,

A estimativa dos custos de toda a negociação política para barrar as duas denúncias criminais contra Temer pode chegar a R$ 32 bilhões, pois essa é a soma de diversas concessões e medidas do governo negociadas com parlamentares entre junho e outubro.

Pode-se concluir então que para manter o cargo de presidente e toda a base do governo parece não haver limites econômicos, apesar de todo o discurso de crise, com cortes em diversas áreas essenciais para a população brasileira.

Salvando a própria pele

O Senado Federal, com o aval do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu que o senador Aécio Neves deveria permanecer em seu mandato e não cumprir o seu recolhimento noturno, contrariando assim decisão do próprio STF, com uma clara demonstração de que a prática de crimes por parte dos políticos que integram o Congresso Nacional não é passível de punição.

A decisão favorável a Aécio teve participação direta do presidente Michel Temer, o qual moveu os cordões para que os aliados do governo votassem em favor da permanência do senador em seu cargo, mantendo assim os privilégios que faz jus pelo seu mandato, evitando ser molestado por decisões judiciais.

Os senadores em seus discursos foram claros em atacar o Judiciário e Ministério Público, demonstrando seu descontentamento com as investigações envolvendo os integrantes da casa legislativa, sendo que muitos estão denunciados diversas vezes por prática de crimes.

A decisão onde 44 votos disseram que Aécio deveria ficar no cargo, apesar de ter sido flagrado em áudio pedindo dinheiro para se defender das acusações contra ele, levantadas na Operação Lava Jato.

Aliás, a operação foi alvo de severas críticas pelos que ocuparam a tribuna para defender seu colega, dizendo que há um componente político envolvendo aqueles que investigam os senadores e deputados federais, querendo desestabilizar o governo.

Na realidade a votação foi contrária ao que esperava a maioria da população brasileira, que comemorava o fato de um senador, comprovadamente envolvido em atos criminosos, sofrer uma punição e perder seu mandato, porém os senadores não se importaram com isso, decidiram proteger a instituição e não ouvir a opinião pública.

De outro lado, o Supremo Tribunal Federal lavou suas mãos e deixou para que o Legislativo decidisse sobre o futuro de um de seus integrantes e assim ocorreu a defesa dos interesses da classe, em detrimento das decisões do Judiciário.

Obrigado Paul McCartney!

Nasci no ano em que a Beatlemania estourou no Brasil, assim acredito que ouvi Beatles antes mesmo de nascer, lembro que durante a infância ouvia os Fab Four no rádio, enquanto brincava e guardo os refrãos das músicas desde aqueles dias, como boas lembranças daqueles momentos infantis.

Quando os Beatles acabaram em 1970, não tinha noção do que isto significava, mas novas músicas surgiram, agora com Paul, John, George e Ringo em carreiras independentes, com relativo sucesso, porém inferior ao que tinham quanto estavam juntos.

Depois, quando tinha dez anos, ganhei um toca-disco portátil e logo vieram os compactos e LPs dos Beatles para fazer a trilha musical de minha adolescência, com muitas festas nas garagens dos amigos, onde levava meu som para animar.

Chegou o ano de 1980 e a morte estúpida de John Lennon, com vários tiros por um fã, na entrada de seu edifício, em Nova Iorque, um momento triste, pois, definitivamente, os Beatles nunca mais existiriam com sua famosa formação.

Durante os anos de minha passagem pelo Colégio Júlio de Castilhos, o Julinho, o violão entrou na minha vida, aprendendo os primeiros acordes e, logicamente, tentando cantar os sucessos dos Beatles, assim muitas músicas foram tocadas e cantadas nos espaços do colégio e nas reuniões dançantes que aconteciam.

George Harrison morreu em 2001, vítima de um câncer, mais um momento triste na vida de um fã, assim restaram Paul e Ringo, com suas carreiras e shows, mas somente Paul McCartney esteve no Rio Grande do Sul, em 2010 pela primeira vez.

Pude ouvir um dos Beatles ao vivo pela primeira vez, momento mágico e de grande alegria, recordando os grandes momentos de minha vida, acreditando que Paul não voltaria mais ao Brasil.

Passados sete anos poderei novamente assistir novamente um de meus ídolos, que muito influenciaram para que eu tivesse uma banda com meu filho e passássemos a tocar Beatles.

Desta maneira só me resta dizer: Obrigado Paul McCartney!

Destruição do Ginásio da Brigada Militar

Mais um vendaval destelhou novamente o Ginásio da Brigada Militar, resultando em telhas arrancadas e parte da estrutura metálica destruída, numa cena muito triste para um patrimônio de Porto Alegre, com uma história com mais de 50 anos.

O ginásio foi construído em 1963, para os Jogos da Universíade em Porto Alegre, tendo sido sede para a realização de diversas competições naquele evento, sendo que após o encerramento dos jogos, a Brigada Militar assumiu a administração do complexo esportivo.

Durante estas mais de cinco décadas, o Ginásio da Brigada já realizou muitos eventos esportivos e artísticos, sendo usado por integrantes da instituição e pela comunidade, como um importante local para a realização de muitas atividades gratuitas e com orientação de profissionais de Educação Física.

Um ginásio com um projeto antigo que se integrou à paisagem da cidade, sendo ponto de encontro de esportistas, tendo se modernizado para atender as demandas da Brigada Militar e da comunidade gaúcha.

Em janeiro de 2016, quando aconteceu um ciclone em Porto Alegre, o Ginásio da Brigada Militar sofreu um destelhamento parcial com prejuízos que chegaram a 23 milhões de reais.

Agora no dia 1º de outubro, ventos com velocidades superiores a 120 km/h atingiram o ginásio, resultando em consequências mais graves, com prejuízos enormes, que ainda estão sendo avaliados, pois além do vendaval, as chuvas também contribuíram para os estragos.

Tomara que se consigam logo as verbas necessárias para a reforma deste importante espaço da história da Capital, esperando que não tenhamos outros vendavais atingindo Porto Alegre, uma cidade que não está preparada para enfrentar as calamidades públicas.

Parcelado ou atrasado?

A vida não tem sido fácil para os funcionários públicos do Executivo do Rio Grande do Sul, os quais têm recebido seus salários de forma parcelada ou atrasada, contrariando o que está escrito na Constituição Estadual, que determina que o governo estadual deva pagar os salários no último dia útil do mês trabalhado.

O parcelamento depende da vontade dos componentes do governo, que anunciam as migalhas que serão pagas no último dia útil, sendo que já chegamos ao 21º mês com esta prática, iniciada em 2015, logo que o atual governo assumiu.

A alegada falta de recursos para fazer frente à folha salarial não é explicada, sendo um discurso repetido enquanto milhares de famílias precisam fazer empréstimos junto ao Banrisul para receberem seus salários de forma integral, ou seja, pagam para receber o que tem direito.

Neste mês mudou, teremos atraso salarial para aqueles que recebem mais de mil e quinhentos reais, com previsão de pagamentos quase chegando ao final de outubro, configurando mais uma ilegalidade praticada contra os servidores estaduais do Executivo.

Nos demais poderes, Legislativo e Judiciário, nada foi alterado, com pagamentos em dia e sem parcelamentos, criando, desta forma, castas dentro do funcionalismo, pois os maiores salários encontram-se nestes poderes, numa situação de descontrole de quem deveria controlar as contas públicas.

Além do parcelamento ou do atraso anunciado o governo acena com um projeto para ressarcir os funcionários pelos atrasos salariais, com valores corrigidos pelos juros da poupança, algo em torno de 6% ao ano, enquanto que aqueles que apenas adiantaram seus salários no Banrisul pagaram 1% ao mês, fora os juros de cheque especial, em torno de 300% ao ano ou dos cartões de crédito, com juros de 600% ao ano.

Só a análise dos juros mostra as perdas que milhares de servidores tiveram nestes quase dois anos de parcelamentos, além de todos os problemas decorrentes de atraso de pagamento de contas e negativação no sistema financeiro, decorrente dos atrasos, com danos morais e psicológicos que nenhum valor pago vai reparar.

Cuidando de quem se prende

A situação caótica da segurança pública, na área do encarceramento de presos, no Rio Grande do Sul parece não ter mais fim, pois todos os dias aparecem novas maneiras de guardar os presos que esperam vagas no sistema prisional.

Já tivemos um início de governo recebendo um Presídio Central com menos 300 vagas, resultado de uma ação irresponsável, com a demolição de um pavilhão do complexo prisional, sem previsão de local para repor tais vagas.

Então surgiram as primeiras superlotações das celas das Delegacias de Pronto Atendimento, onde presos deveriam permanecer alguns dias, passaram a aguardar por prazos maiores, sem estrutura de higiene e alimentação.

Depois vieram as viaturas nas frentes das delegacias, com presos algemados até em cestas de lixo, sendo custodiados por brigaidanos, que inclusive tinham que providenciar água para os que aguardavam para entrar nas celas provisórias.

Retiraram as viaturas da frente das delegacias, colocando em prédios públicos que poderiam abrigar os veículos, como locais de detenção provisória, sendo ressuscitado até o Trovão Azul da Susepe, um ônibus abandonado, para acomodar os presos, novamente sem condições mínimas de higiene e de alimentação, inclusive para os que faziam à custódia.

Uma reforma em prédios públicos abandonados da segurança pública  foi realizada para receber 87 presos, com anúncio oficial de que não haveria mais presos nas delegacias e nem em viaturas.

Passados alguns meses, as viaturas da Brigada Militar voltaram aos pátios das delegacias, com presos amontoados e algemados em qualquer objeto para não fugirem.

Os desvios de função acontecem com o consentimento das autoridades, com policiais civis e militares atuando como carcereiros sem o complexo prisional, abandonando a investigação e o policiamento ostensivo.

Enquanto isso a obra do Presídio de Canoas, que deveria estar pronta em 2015, nunca é concluída, devido aos entraves burocráticos e total descaso dos governantes para liberar as mais de duas mil vagas existentes.

Extremos são perigosos

Somos todos diferentes em nossa essência, não temos nenhum outro ser humano plenamente igual a cada um de nós. Somos únicos nas nossas atitudes, pensamentos e convicções, sendo muito difícil uniformizar um discurso sobre qualquer assunto.

O recente episódio de uma exposição de arte num espaço privado, com acesso gratuito ao público, trouxe a tona uma enormidade de interpretações sobre o que estava exposto e o que significam todas as obras e sua temática sobre o universo das diferenças, envolvendo a sexualidade, com duas visões antagônicas.

O grupo contrário à exposição alega apologia à pedofilia e à zoofilia, num discurso extremamente conservador, demonstrando intolerância com algumas obras da exposição, radicalizando de tal forma, que os responsáveis pelo espaço cultural acabaram com a mostra das 264 obras.

No outro lado do front está o grupo que quer que a exposição continue, sem nenhum tipo de controle, aberta para crianças e adolescentes para que estes possam acessar um olhar diferente da diversidade sexual e possam aprender sobre a diferença entre as opções sexuais.

Pode-se notar que além da questão cultural está presente o componente político, com dois extremos ideológicos presentes, que lutam dentro de nosso país pelo poder em todos os níveis, sempre apontando os erros do outro lado.

Olhando de fora pode se vislumbrar que faltou diálogo, tudo feito de forma equivocada, desde o início, com uma exposição destinada para o público infanto-juvenil, mas com algumas obras mostrando cenas inadequadas para este público.

Depois quando alguns grupos chocaram-se com o que viram, gritaram e os organizadores fecharam tudo, sem nenhuma decisão judicial para isto, daí os favoráveis sentiram-se ofendidos.

Acredito que o meio termo, com a retirada de algumas obras, mantendo a exposição aberta, para os que quisessem ver terem acesso, pois não há obrigatoriedade de ver a mostra de arte, sendo que não somos culturalmente acostumados a frequentar museus para apreciar obras de arte.