Elvis não morreu!

No dia 16 de agosto de 1977 morreu, fisicamente, Elvis Presley, o Rei do Rock, que começou a cantar, ainda criança, nos cultos da igreja, depois em 1954 gravou seu primeiro sucesso, That’s All Right Mamma, onde misturou as culturas branca e negra americanas, cantando de uma forma única que conquistou rapidamente os jovens americanos.

Sua ascensão foi rápida, participando de programas de televisão, alcançando milhares de fãs em pouco tempo, depois passou a realizar shows percorrendo os Estados Unidos, levando seu jeito único de cantar e dançar, fazendo crescer o rock and roll.

Afastou-se para servir o Exército, retornando para os palcos em 1960, porém sem o mesmo ímpeto inicial, mudando seu modo de se apresentar, parecia menos rebelde.

Desde 1955 foi protagonista de dezenas de filmes, dos quais as trilhas sonoras eram recheadas de sucessos, vendendo sua imagem e sua voz para todo mundo, porém com diminuição de apresentações ao vivo.

O retorno aos palcos, em 1968, com o show Elvis Come Back, o primeiro show acústico transmitido ao vivo pela televisão americana, com enorme sucesso, depois disso não mais parou de fazer apresentações ao vivo.

Seu maior show Aloha From Hawai, aconteceu em 1973, o primeiro transmitido via satélite para todo o planeta, atingindo bilhões de pessoas, tornando Elvis um dos maiores ícones da cultura mundial.

Sua morte prematura, aos 42 anos, interrompeu uma carreira de sucesso, pautada por recordes de vendas, prêmios e números de músicas ocupando os primeiros lugares nas paradas de sucesso.

Perdi meu ídolo quanto tinha 12 anos, numa data triste para mim, chorei muito durante alguns dias, ouvindo suas músicas e revendo seus filmes que passavam para relembrar sua trajetória.

Para mim não existe artista tão completo como Elvis Presley, dominou palco, cinema e mídia de maneira plena, assim continua vivo em cada canção ouvida, repetida ou cantada pelos seus fãs, inclusive eu, como humilde súdito do Rei do Rock.

Dia dos Pais

Meu pai era uma pessoa alegre, pois todas as lembranças que tenho dele são com um belo sorriso no rosto, mesmo quando estava internado no hospital em seus últimos dias de vida.

A rotina de quase dois meses num leito hospitalar não o deixaram triste, brincava com os funcionários quando traziam medicamentos, davam banho nele ou trocavam suas fraldas, principalmente com as enfermeiras quando tocavam nas suas partes mais íntimas.

Quando eu fazia a troca das fraldas ele ria ao comentar que já tinha feito isso muitas vezes em mim e era minha vez de fazer o serviço, numa onda de brincadeira que me fazia rir, mesmo vendo meu pai debilitado, sabendo que seu tempo junto a mim estava chegando ao final.

Ele não sofreu, morrendo tranquilo na madrugada de 14 de março de 2002, deixando um grande vazio na minha vida, mas também um grande legado de alegria, felicidade, honestidade, sinceridade e humildade. A foto que está em seu túmulo no cemitério, em Alegrete, traz seu rosto iluminado por um enorme sorriso, assim sempre que vou visitá-lo enxergo aquela imagem e lembro as tantas risadas que trocamos juntos.

Tenho saudades do meu pai, ainda bem que teve tempo de conhecer um dos netos, dividiu sorrisos com duas gerações de descendentes e desfrutou de bons momentos comigo e com seu neto. Pena que não podemos evitar as perdas de nossos pais, quem dera ficassem para sempre por perto, pois eles, com suas experiências nos auxiliariam a viver melhor.

Agora que sou pai quero aproveitar a convivência com meus filhos, tentar ser exemplo e mostrar as opções que entendo as mais corretas na vida deles, cabendo a eles decidir qual caminho seguirão.

Agradeço por meu pai ter existido na minha vida, o qual muito me ensinou com seu jeito simples e franco de dizer as coisas, como procuro fazer com meus filhos nas conversas que temos.

No domingo vou fazer um churrasco, da maneira que aprendi com ele, mantendo seu hábito de reunir a família ao redor da mesa, servir o churrasco e conversar sobre a vida.

Assim vou estar com meus filhos para comemorar mais um Dia dos Pais, infelizmente sem a companhia alegre do meu pai Avelino.

Quando acaba uma vida?

Somos passageiros neste pequeno planeta que fica orbitando ao redor do Sol, numa viagem que não tem uma duração definida, vamos num trem desgovernado rumo ao final do caminho, que nunca saberemos onde fica, pois cada um tem seu ponto de chegada e partida.

Podemos vir ao mundo abrir os olhos e, logo em seguida, deixar a viagem, sobrando apenas a recordação com a saudade dos familiares que perdem um pequeno ser, o qual parte, normalmente, num caixãozinho branco.

Ou viemos e passamos algumas estações, chegando à idade da infância ou adolescência, sendo um momento de partida muito sentido, pois a lógica é os filhos enterrarem os pais, acontecendo o contrário parece que a ordem da vida foi invertida e o sofrimento de quem fica é enorme.

Quem sabe atinjamos a idade adulta, talvez constituindo família, mas deixando algumas marcas nas vidas daqueles que vamos amar, convivendo os bons e maus momentos.

No entanto todos sonhamos em viver e conseguir atingir a velhice, ter filhos, netos, talvez bisnetos, passar por tantas estações, viver inúmeras emoções e amar tantas pessoas, as quais ficarão marcadas por nossa existência, deixar um legado familiar e de história para ser lembrado pelas futuras gerações.

Não existe um padrão de passagem pelo nosso pequeno planeta, todos sabemos que um dia nascemos, vivemos o agora, mas o próximo segundo pode não acontecer, não temos controle sobre nossa viagem, o condutor não nos passa informações, somos convidados a seguir em frente.

Portanto vamos viver intensamente cada momento alegre, cada segundo ao lado de quem amamos, sorrir pelas coisas mais simples, aceitar nossas deficiências e valorizar as pessoas que nos amam.

Acredito que o Pastor Ari Pfluck fez isso, viveu intensamente seus 85 anos, saído do interior de Lajeado, chegando a Alvorada, constituindo uma família com dona Gerda, criando cinco filhos, que lhe deram 11 netos e já com uma bisneta, construindo um legado educacional com a Faculdade São Marcos e outro religioso pela sua atuação junto à comunidade luterana.

Pena sua viagem ter chegado ao fim, mas é o destino de todos nós!

Patrimônio público disperdiçado

Nos últimos anos, com a troca da política econômica em nível federal, tivemos mudanças significativas nas administrações estaduais que passaram a procurar resolver os problemas econômicos com a extinção e venda de empresas públicas, visando equilibrar as contas públicas, onde os governos gastam mais do que arrecadam.
Empresas públicas são patrimônio público construído com dinheiro dos contribuintes criado por diferentes governos com objetivo de realizar tarefas e atividades que não eram lucrativas para a iniciativa privada, mas com o passar dos anos, mudando os cenários, despertaram interesse dos empresários.
Muitas com décadas de história fazendo serviços para a população, com enormes investimentos públicos, simplesmente são vendidas por preços que nem cobrem o que foi investido, com prejuízo para governos e população.
Interessante é que as empresas são vendidas, o dinheiro entra, mas não acaba com o problema dos caixas desequilibrados, mas a fórmula sempre volta, conforme o governo que assume, resolve vender as empresas públicas, mesmo que não sejam deficitárias.
Agora o Rio Grande do Sul repete a fórmula extinguindo várias empresem públicas, acabando com a prestação de serviços, sem nenhuma perspectiva de solucionar a crise econômica, com a previsão de um rombo bilionário no orçamento estadual.
No nível federal, há proposta de uma moratória no pagamento das prestações da dívida do governo gaúcho com a União, durante três anos, com exigências de venda das empresas públicas, no mesmo modelo apresentado para outros Estados endividados que não conseguem equilibrar suas contas.
Enquanto isso a população assiste ao patrimônio público sendo dilapidado, com inúmeros escândalos de corrupção, gastos enormes para manter uma máquina pública que não atende as necessidades básicas, mas que continua a aumentar impostos e exigir mais dinheiro público para gastar.
Pior é assistir os legisladores aprovando medidas prejudiciais à população em troca de emendas parlamentares, ou seja, trocam investimentos em suas bases com o dinheiro público, enquanto aprovam medidas que aumentam a arrecadação, numa troca de favores entre o poder Executivo e o Legislativo.

Saúde em frangalhos

A simples informação de que as emergências dos hospitais estão lotadas já serviria para dizer que nosso sistema de saúde está falido, com centenas de pessoas aguardando atendimento nos corredores.

Mas quando é preciso de um atendimento de urgência envolvendo quem conhecemos é que a realidade aparece diante dos nossos olhos, com espaços reduzidos, uma enorme fila de espera e poucos funcionários.

Ser assaltado já é ruim, perder os bens materiais, os quais custam muito tempo de trabalho em poucos segundos, mas, além disso, a pessoa ser agredida covardemente por não entender o que o bandido falou é pior ainda.

Depois da agressão com um corte no supercílio, resultado de uma coronhada, sendo levada à emergência de um posto médico, chegar lá e não ter o mínimo de condições, esperando por horas por um atendimento.

Então ser ouvida por um médico, que, sem nenhum exame, constata estar tudo bem, permanecer com sangue ressecado no rosto, por falta de material para limpeza do local do ferimento, após toda essa espera e finalmente ser liberada, ter que ir ao Pronto Socorro fazer a sutura, pois onde estava não realizam tal procedimento.

Nova espera, mais algumas horas e após novo atendimento, sutura com dois pontos e liberação, sem nenhum medicamento ou prescrição do que fazer em caso de dor.

Assim foi uma noite da semana passada, quando ajudei a pessoa que conheço, indo no posto da Cruzeiro, onde foi deixada por terceiros e acompanhar toda essa maratona para resolver uma agressão num assalto.

Chegando o frio intenso, imagino o sofrimento daqueles que precisam de atendimento para doenças respiratórias, como as crianças que choravam e tossiam, enquanto mães aflitas nada podiam fazer, esperando o atendimento.

Tristeza de saber que centenas de pessoas viajam para Porto Alegre em busca do apoio médico, pois não há hospitais no interior para atender a demanda de doenças que aumenta no inverno gaúcho, resultado de um sistema de saúde que não tem investimentos.

Dias de insegurança

A insegurança começa no plano político, em nível nacional temos um presidente acuado por denúncias de corrupção, com instabilidade no sistema legislativo nacional, aprovação de medidas desfavoráveis à maioria da população, enquanto no nível estadual, temos um governo que ainda patina para pagar salários em dia, aprovando medidas paliativas para resolver os problemas do Estado.

Há insegurança também na questão do trabalho, com 14 milhões de desempregados, com fechamento de inúmeras empresas, com uma crise no comércio e na prestação de serviços, com muitas famílias tendo dificuldades para satisfazer necessidades básicas de alimentação, educação e saúde, há inúmeros problemas de infraestrutura, obras inacabadas e crescimento das zonas de pobreza.

Recebemos inúmeras informações desagradáveis, principalmente quando o tema é segurança pública, com acontecimento de mortes e crimes, enquanto os operadores do sistema, principalmente brigadianos e policiais civis, tem desvalorização profissional, por parcelamento de salários e perda de vantagens no âmbito constitucional.

O aumento da violência tem diversos fatores. Um deles é a defasagem do número de policiais nas ruas, com ausência de policiamento em muitos locais das cidades gaúchas, onde normalmente havia a presença dos policiais.

Outro fator é a falta de vagas no sistema prisional, que acarreta o emprego de policiais civis e militares na custódia de presos, que aguardam transferência para os estabelecimentos penais, com diminuição de viaturas circulando nas ruas e dificuldades para atender as demandas das delegacias.

Na realidade tudo está intercalado e contribui para a insegurança: economia em crise, desemprego, falta de investimentos em habitação e saneamento, governos que não conseguem cumprir suas funções, população que não tem atendidas suas necessidades, crescimento desordenado das cidades, somados a denuncias de corrupção, desvios de dinheiro público e desprestígio aos funcionários públicos.

Parentes e amigos importantes ajudam!

As recentes decisões do Supremo Tribunal Federal dando liberdade ao senador Aécio Neves, neto de Tancredo Neves, presidente eleito indiretamente em 1984 e do deputado Rodrigo Rocha Loures, amigo de Michel Temer, atual presidente do país, mostram que, mesmo com provas substanciais contra os políticos, a proximidade ou parentesco com autoridades ajudou para que voltassem aos seus cargos.

Mas as delações premiadas de Joesley Batista trouxeram para o público acusações graves contra o senador Aécio Neves, o qual, segundo o delator, teria solicitado dois milhões de reais para pagar a defesa dentro da Lava-Jato, enquanto o deputado Rocha Loures foi filmado pela Polícia Federal apanhando 500 mil reais com um executivo da JBS, que faria parte de pagamentos semanais neste valor por vinte anos.

As denúncias e resultados da investigação levaram ao afastamento dos cargos que ocupavam, com a prisão de Rocha Loures, porém para os ministros do STF, mesmo com tais acusações de corrupção dos políticos, podem continuar desempenhando atividades parlamentares e lidando com dinheiro público, como se nada houvesse acontecido.

Causa indignação por não ser um caso isolado, inúmeras decisões judiciais tem favorecido acusados de corrupção no país, parecendo para a população que existem dois sistemas judiciais, um que mantém presos acusados de roubarem dez reais e outro que mantém em liberdade quando os valores chegam aos milhões de reais.

O foro privilegiado permite que ocupantes de cargos políticos consigam livrar-se de denúncias, permanecendo ilesos às acusações, num sistema que protege os poderosos, enquanto que em situações semelhantes os demais brasileiros mofariam nas cadeias.

Brasília é o paraíso das bancas de advogados que conseguem clientes dispostos a pagar fortunas para não serem acusados, denunciados ou presos, pois os recursos podem arrastar-se por anos, com liminares, suspensões e decisões favoráveis aos privilegiados que surgem no Planalto Central do país.

Sobrevivendo a cada dia

Ser policial é acordar diariamente, ter um pouco de convivência com a família, talvez um café rápido, uma conversa com troca de algum carinho com os parentes, colocar a armadura imaginária que vai proteger o corpo de qualquer tipo de agressão ou violência.

Chegar ao local de trabalho, receber as informações e sair em busca de criminosos que estão lá na rua, praticando crimes, agredindo pessoas, apropriando-se de patrimônio alheio, numa rotina de causar danos às pessoas e levar tristeza para famílias, as quais são vítimas destes inimigos da ordem dentro da sociedade.

Rodar em viaturas, muitas em condições precárias, por ruas onde nenhum outro veículo é capaz de chegar para prestar serviço público para a sociedade, receber xingamentos da população quando precisa prender algum criminoso que mora na comunidade, mas que reclama quando a polícia está ausente.

Um policial nunca sabe o que vai encontrar nas ações diárias, onde terá que agir e verificar informações da prática de crimes, sendo difícil saber quem são os criminosos ou moradores nas residências onde entra durante as operações policiais, podendo ser atingido e perder sua vida.

Mas voltando no tempo, consigo lembrar os muitos anos em que trabalhei, juntamente com tantos outros profissionais da polícia que não tinham coletes à prova de balas, nem armamento com poder de fogo para combater o crime, erámos idealistas, como costumam serem os policiais, que vivem para proteger a sociedade.

Policiais são heróis anônimos que percorrem as cidades, vigiando ruas e residências, protegendo as vidas e o patrimônio, numa ação diária de sair  sem saber se voltam para seus lares, pois a morte é uma ameaça constante.

No recente caso do policial civil, morto em Gravataí, ficou exposta toda esta realidade, onde os policiais sobrevivem a cada dia, assim fico feliz de ter conseguido trabalhar na Brigada Militar e ser um sobrevivente desta rotina de crime e violência.

Reintegração de posse

22 de junho  de 2017 – franquilin.pc@gmail.com
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A legislação brasileira prevê que o proprietário de um imóvel, devidamente documentado e legalizado, caso tenha sua propriedade invadida por terceiros, necessita entrar com ação de reintegração de posse, aguardando decisão judicial para retirada dos ocupantes de seu imóvel, sendo que a disputa judicial entre invasores e proprietários, pode arrastar o processo por anos, com idas e vindas nas decisões judiciais.

No caso de imóveis públicos, muitos desocupados e sem utilização pelos órgãos governamentais, diversas vezes são invadidos por famílias que não possuem moradia, as quais por sua condição econômica acabam por exigir do poder público, quando retiradas, a possibilidade de tornarem-se proprietárias de habitações de cunho social.

Recentemente tivemos o episódio do prédio abandonado pelo Ministério Público há mais de uma década, que foi invadido por dezenas de famílias em novembro de 2015, sendo que desde então o Estado obteve a reintegração da posse, mas devido às medidas de retardamento da ação, foram permanecendo no imóvel.

A decisão de retirada das famílias foi cumprida, na noite de 14 de junho, por oficiais de justiça, apoiados por força policial, os quais após todos os trâmites burocráticos cumpridos, não tiveram êxito na retirada pacífica dos invasores, havendo confronto entre apoiadores da invasão e os policiais, numa ação que foi violenta de ambas as partes, resultando em feridos e presos.

A discussão que se seguiu após a retirada dos invasores, com retomada da posse pelo Estado não era referente à legalidade da ação, mas a forma como foi cumprida, havendo versões conflitantes, sendo alegado por invasores que foram torturados, enquanto que a força policial alega resistência às ordens judiciais, com incitação à violência contra os agentes da lei.

Interessante é que conforme quem governa a lei é interpretada de forma diferente, quando é um governo ligado aos movimentos sociais, há muita negociação, com concessões aos invasores e limitação da ação policial, enquanto que governos contrários aos movimentos há menos diálogo e imediato cumprimento das determinações do Judiciário, ficando a Brigada Militar como instrumento a ser usado pelos governantes para cumprir suas interpretações da lei.

Tudo mentira

14 de junho  de 2017 – franquilin.pc@gmail.com
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O recente julgamento do Tribunal Superior Eleitoral expôs para todos nós que as campanhas eleitorais são financiadas por dinheiro ilícito, mas que a interpretação disso depende de quem ocupa as cadeiras dos julgadores.

Todos os juízes que votaram, tanto contra ou a favor, no processo de cassação da chapa Dilma-Temer, expuseram em seus votos que as denúncias de financiamento ilegal da campanha presidencial traziam fatos verdadeiros e que foram milhões de reais, desviados de diversos escândalos de corrupção, para as contas dos candidatos e seus partidos.

Mas apesar de todas as evidências apresentadas durante o julgamento, restou a absolvição da chapa Dilma-Temer, pois os acusadores, vinculados ao PSDB, não tinham mais interesse no processo, havendo aliança com o governo Temer, após o afastamento de Dilma da presidência.

Os defensores demonstraram não ter argumentos para rebater as acusações, mas deixaram que os juízes que votaram a favor da absolvição da chapa fizessem a defesa, tentando demonstrar que as provas das ilegalidades não deveriam ser consideradas.

Financiamento de campanha no Brasil é um negócio lucrativo, pois empreiteiras e empresas despejam dinheiro em todos os candidatos, depois são agraciados com financiamentos públicos em seus investimentos particulares, aprovados por aqueles candidatos que forem eleitos para os cargos.

Política em nosso país é totalmente desprovida de ética e honestidade, pois somente aqueles que se sujeitam a aceitar as regras do mercado eleitoral, conseguem eleger-se, numa eterna troca de favores entre grupos empresariais e políticos profissionais em arrecadar dinheiro para suas campanhas.

Agora as mentiras das contas das campanhas estão liberadas, porque os doadores podem trazer dinheiro de qualquer origem para os concorrentes, afinal o dinheiro ilícito não parece ser importante, para os julgadores do TSE, no processo eleitoral brasileiro.