PODERIA TER SIDO EU…

 

e, de certa forma, foi!

 

Cada vez que um irmão de farda morre em batalha, morre um pouco de cada um de nós.

Morre a esperança da população.

Morre a nossa força diante do crime.

Coloco-me no lugar da família destes brigadianos.

Os pais, que investem na formação humana de um filho. Que os veem trilhar um caminho de doação e proteção à sociedade.

Os companheiros afetivos, homens e mulheres, que dividem a vida com a insegurança diária do último adeus.

Os filhos, que veem na figura do pai um herói, e esperam ansiosos o seu retorno pra casa.

Mas ele não retornará. Não vestirá mais a farda da Gloriosa Brigada Militar. Não estará mais no pelotão de frente da nossa (in)segurança.

Até quando corajosos homens e mulheres aceitarão estar na linha de tiro pelo bem comum, submetidos, muitas vezes, a situações precárias de trabalho.

Até quando eles aceitarão sair de casa, dizer adeus, sabendo que aquele pode ser o último abraço na mulher ou no filho?

É muito triste!!!

Na violenta morte do Sargento Naurio Viana, paramos… e pensamos: poderia ter sido – poderia ter sido você.

Na verdade, foi um pouco de cada um de nós.

 

1º Sgt Naurio Viana, morto em Combate.

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