A honra dos Patifes – Reminiscências ou atualidade?

21  junho de 2017 – nelson.pr@terra.com.br
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Revendo recortes, fui dar com um texto do Correio do Povo de 1987, o qual guardei pela sua consistência e também aliado à dignidade do  autor,  um homem público marcante, que penso ter se aposentado como Procurador de Justiça. Falo pois, do Dr. Lauro Guimarães, um letrado, fidalgo, que balizou condutas neste pago e por certo neste mundão de Deus. O título, “A honra dos Patifes, que agora relido, se apresenta atual e ouso tomar a liberdade de transcrever alguns excertos que, por certo, comprovam minha assertiva.

Inicia assim: -“Se este fosse o “melhor dos mundos”, como queria o Dr. Pangloss, não precisaríamos de leis penais, prisões, polícia, agentes penitenciários, nem – suprema ventura! – do Secretário da Segurança… O problema é que, desde a infância da humanidade, de Caim ao Zé do Doro, uma parcela de indivíduos frauda, rouba, estupra, mata seus semelhantes, gerando, como autodefesa, a reação do grupo social e a ação do Estado, para repor a paz violada pelo delito, isolar o infrator, julgá-lo e, se culpado, aplicar-lhe a pena antevista na Lei.

Na sequência do belo e elucidativo texto, que bem descreve as nuances do delito e a luta do homem para estancar ímpetos, trata de enunciar caracteres que se modificam nas práticas delituosas, também manifesta-se quanto à evolução da ciência nos diversos campos, em descompasso com o estancar do delito. Assim, reportando-se às prisões ou às imerecidas liberdades, em síntese dá conta de que os bandidos tiveram rompidos na mente os freios que balizam o comportamento, assim como se lhes apagou da consciência o marco divisor entre o justo e o amoral. Disse mais e até gostaria de publicar o todo, mas o espaço e a tradição do jornal,  impõe-me enveredar para o fim, onde reservo mais uma atualidade do texto, em face de prática,  que em muito vem constrangendo o meio policial e a própria sociedade.

Assim segue mais três resumos, onde no primeiro trata, de alguma forma, a justificar o título, pois se refere que os indignos infratores da lei, de vida tortuosa, parecem adquirir, repentina e surpreendente ampla credibilidade pública, quando, diante de um microfone, câmara de TV ou do caderno de notas do repórter frenético, acusam autoridades públicas e os seus agentes em face da ação coibitiva ou sustadora da sequência criminosa.

Por segundo, enaltece o peso moral das imputações que caem sobre os policiais que dedicam sua vida a combater o crime e etc. E, para arrematar, diz que:  “Em países mais desenvolvidos que o nosso, criminoso  não dá entrevista – poupa-se a coletividade ordeira do  insulto de suas torpezas. Aqui, ao que parece, lhes é atribuída uma alta distinção social, um novo conceito de honra. A honra dos patifes.

21 junho de 2017 – nelson.pr@terra.com.br
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Tem saída, basta coragem e vergonha na cara

14  junho de 2017 – nelson.pr@terra.com.br
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Após julgamento do TSE na sexta-feira, 09 do corrente, podemos dizer que os Poderes desfalecem e afrontam o senso comum. A nossa tal  democracia vem dando passagem para a cleptocracia, pois tem mais ladrões e gente graúda vivendo do fruto dessa ação do que se possa imaginar, até mesmo vestindo farda, toga e trajes caríssimos, segundo seu agir ou pela omissão condescendente. Já disse e repito, que o entrave que impede Reformas urgentes e devidas punições, reside no fato de que tem muitos brasileiros em posições por demais confortáveis, portanto, bem alojados em zona de conforto e garantidos pelo resto da vida. O que até seria motivo para lutar em prol do bem, o que poucos nessas condições fazem.

O cidadão perdeu a esperança de qualquer reversão, pois se contamos com um Presidente da República, flagrado em práticas ilícitas e que conta com fiéis escudeiros a lhe assessorar em prol do mal e a usar  mentiras, despintes e demais contorcionismos,  em afronta à  verdade, com apoio Parlamentar de maioria e segurança no julgamento pelos Tribunais, importa que entendamos que ele não é nosso Presidente e que esta Pátria não é a nossa. Então que nos apartemos, pois temos causa justa para fundarmos um Estado Paralelo transitório, que nada tenha a ver com o que esse que está aí existindo  e que sobrevive sob os auspícios da desonra.

Fundado no princípio da autodeterminação dos povos, penso podermos considerar que milhões de brasileiros que se insurgem contra os Poderes constituídos, os quais em quase nada atendem a vontade popular e as necessidades materiais de muitos e, morais,  de mais gente ainda, nos é dada a possibilidade de refundar o Estado, para vivermos numa Nação decente e distante dos maus, usurpadores do Poder, que nos aviltam, nos maltratam, e nos humilham, em face de atos desonrosos que praticam, como tal o roubo que os enriquece sem causa justa, que lhes permite comprar tanta gente,  os quais  até se disponibilizam a  postergar ou fraudar perícias.

Assim sendo, parece que nos desobrigamos até dos ditames Constitucionais e Penais, pois se a Lei posta não obriga a todos, vivemos em desigualdade, o que nos permite sair do seu jugo e buscar novas regras, já que pelas atuais, os políticos e altos cargos dos Poderes são blindados. Esta Nação morreu! A ideia de separatismo do Sul feneceu, em face do protagonismo de alguns nativos e com muita desenvoltura junto ao Poder.

Viu e se vê,  muitos dos nossos conterrâneos grudados nas falcatruas que correm e são denunciadas, o que permite inferir que não se trata de questão territorial, mas de comunhão de sentimentos, cujo clamor vem do Norte até o Sul e tem igual de Leste a Oeste do País. Sobra-nos então essa proposição, ou uma Assembleia Nacional Constituinte Já, sem a participação de políticos com mandato e de vedação de participar, desde os meramente indiciados em crimes, pois para tanto, basta apenas coragem e vergonha na cara.

14 junho de 2017 – nelson.pr@terra.com.br
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Pelo cumprimento da lei

05  junho de 2017 – nelson.pr@terra.com.br
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Há quem diga e consinta que banalizaram a lei posta e os seus operadores, pouco operam. Deviam lembrar-se dos seus compromissos éticos que orientam o exercício dos cargos e funções públicas. Parece que não atuam como deveriam, apenas  para não se incomodarem. Também parece se preocuparem com a repercussão das suas decisões. Uma mera prisão legal, a depender do segmento que  integre o infrator, requisita sopesamento, ainda mais quando se identificam com o radicalismo, com o ativismo dos ditos “movimentos sociais”. A esses, parece que a lei precisa ser interpretada com muita elasticidade, parecendo que o ecoar de vozes de comícios, onde líderes esbravejam e se insurgem contra os atos das autoridades e enaltecem seus bandidos preferenciais, tidos agora como heróis injustiçados, tem chegado com certo apreço aos ouvidos de quem deveria atuar com melhor filtro.

É certo que algumas autoridades do País nos envergonham diante da omissão e da corrente consulta que fazem ao politicamente correto ministrado por um lado: o do mal! Essas omissões de quem deveria se impor, sem sombra de dúvidas, traz algumas consequências que podem afetar a Ordem Pública, que significa nada mais do que o primado da lei sobre a barbárie. Para alguns, barbárie traz evocação a um tempo muito longínquo, quando em verdade a sociedade moderna segue, no dia a dia, lutando contra ela, pois a beligerância que a alimenta, parece ser uma marca da qual o homem não se afasta, dada a sua imperfectibilidade, onde o  egoísmo ponteia. Basta ver que nem nas discussões elementares o homem gosta de ceder e até sentencia: “respeito, mas não concordo”! O seu lado deve prevalecer, mesmo que tenha que se socorrer às ressalvas.

Sem adentrarmos em interpretações mais complexas para definir Ordem Pública, opto por seguir síntese de Norberto Bobbio, que dá conta que no seu sentido material remete para convivência ordenada, segura, pacífica e equilibrada. Por evidente, que se torna despiciendo ampliar o conceito, para consentir que a nossa paz e tranquilidade se aperfeiçoam, na medida em que não se renegue o primado da lei, o qual impõe ao cidadão observá-la regiamente e, na sua violação, o Estado, por seus instrumentos disponíveis, atuará coibindo todas as infrações, sem permitir que a polícia trate de flexibilizar sua atuação diante da sua violação. Na sequência, que o aparato denunciativo, o julgador e o executor das medidas que impõem a sanção, cumpram no exato sentido que a própria Lei os obrigue. Será pois, pela certeza que o descumprimento da lei trará as devidas consequências, que muito ímpeto e não todo, será estancado.

O  cumprimento da lei é medida assecuratória para a convivência pacífica entre os homens, pois sem regras, a civilização retrocede e acabamos por consentir que o mal se sobressaia sobre o bem, quando então nossa vida, nosso patrimônio, nosso ânimo, nossos sonhos, nossas esperanças começam a minguar e culminamos em ser submetidos à bandidagem, à violência, à prepotência de verdades únicas sem capacidade de contraditá-las.

Então que cuidemos dos movimentos na nossa volta, pois a banalização da lei e da ordem, por via de consequência, pode ser algo muito bem pensado e, mesmo sob a falácia de quererem fortalecer a democracia, podem querer em verdade, impor a implantação do estado totalitário, onde até podemos consentir que possa vigorar a ordem, mas segundo conceitos e práticas que aviltam, subjugam e aniquilam ideais de bem viver em liberdade, igualdade e fraternidade.

05  junho de 2017 – nelson.pr@terra.com.br
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Quem é o pior?

24 de maio de 2017 – nelson.pr@terra.com.br
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Pois então Seu Izaltino, se fizessem uma pesquisa para ver quem é o pior na vida do País, acho que daria 99% para os políticos. O Senhor concorda.

– Só um pouquinho Coronel, deixa eu ajeitar essas compras que a patroa encomendou do Mercado Público antes que o ônibus arranque. Pois então lhe respondo na seca: nada disso, não são os piores!

– Êpa! Não entendi. Sinceramente, o Senhor não lê jornal, não ouve Rádio e nem assiste televisão? Não imagino tratar com um alienado, com o respeito que nos liga.

E aí o tom de voz se elevou, pós pigarro e um maneio do corpo, para se ajeitar no assento do coletivo linha Jardim Botânico. Veio a sentença dura e seca:

– Político não existe Senhor Coronel da querida briosa Brigada. Muito me admira um homem que chegou no topo da profissão e ainda advogado,  não saber que político é uma ficção? Não passam de advogados, médicos, sindicalistas, professores, atletas, charlatões, cafetões, operários, militares, policiais e outras cositas mas. É que alguns ficam nessa se reelegendo e vão ficando como se fosse uma profissão. É por isso que tá desse jeito. Por primeiro, errado e por segundo, é que  consentimos com tudo que eles fazem. Até se aposentam e dali saltam para outras boquinhas como Tribunais de Contas, se efetivam aqui e ali.

-Claro que sei disso, Seu Izaltino, mas sua visão não merece reparo. Ocorre que estamos tão acostumados a vê-los protagonizando tanta desfaçatez, cambalachos e demais peripécias e agora tudo se descortina como nunca, desde o modo como eles vivem e sobrevivem. Por isso sigo fiel a minha percepção da pesquisa.

– Ora Coronel, não quis ser mais sabichão que ninguém e menos ainda disputar saber com o Senhor, pois tenho mais de vida vivida do que escola frequentada, mas como sou mais velho, vi muitos desfilarem com suas safadezas, que não são de hoje. Aí pelo Rio Grande afora, no passado, saíram  fazendo escolinha a torto e a direito, contando  com empreiteiros e atrás ia uma mala para ser enchida. Chamavam isso de priorizar a educação, enquanto os Professores já eram maltratados igual hoje.

– Então o Senhor quer me dizer que tem mais mito do que verdade? Que seguem velhas práticas?

– Por evidente. O que deu uma calmada foi a Ditadura, mas daí é um capítulo longo e nem eles conseguiram segurar como queriam ou deviam. Olha Coronel, uma coisa eu lhe digo e acho que seria conversa para várias idas e vindas nesse itinerário centro bairro e bairro – centro: o pior não é o político e sim somos nós, que permitimos tudo calados, quietos a esperar que venha um salvador da Pátria. Agora falam no Bolsonaro, acho que é por ser militar, porque no fundo, o povo imagina que ordem mesmo, nessa bagunça, só com o tacão da bota. Nisso fico num zigue-zague, ora prá lá, ora prá cá, porque até os milicos são brasileiros e a cobiça, as boquinhas, os penduricalhos, emprego pro filho, esticar um direito, uma pensãozinha, uma bolsa de estudo fora e tudo o mais que se sabe faz parte do cardápio. Tô beirando os oitenta e acho que parto sem ver melhoras!

– Estamos chegando na parada Seu Izaltino e ainda bem que não é o fim da linha.

– Não é, mas quase estamos chegando lá.

– Então até a noite no Centro Espírita, Seu Izaltino.

– Até de noite, pois do que jeito que a coisa tá, só o Homi é que pode ajudá!

24 de maio de 2017 – nelson.pr@terra.com.br
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Dias das mães

14 de maio de 2017 – nelson.pr@terra.com.br
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Dias das mães

Dia para reverenciar, lembrar, agradecer e porquê não questionar? Ora, bem sabemos que a maternidade é divina, inobstante o ser que concebe, como as diversas condições em que ocorre a gravidez, o parto e depois a criação. Bem sabemos que muitos seres poderiam não ter vingado, por vários motivos, desde a fragilidade própria, como decorrência de um conúbio equivocado, tosco e despido de qualquer ato sublime, a que chamamos de fruto do amor.

Dito isso, teria muito  mais, desde doenças das diversas ordens, descuidos do parto e até surpresas deixadas na porta de estranhos, numa caixinha suja e até em latas de lixo. Há que se condenar tudo, até porque nossa avaliação sempre se dá segundo nossas condições intelectuais, morais e até o nosso elevado espírito de renúncia diante dos acometimentos da vida nos momentos em questão. Visto este e tido como vil ato, segue que também pode ser encarado como ato de amor, pois corre na lógica de que se não posso criar, por certo, qualquer destino será melhor longe de mim!

Mãe é uma só, como costumeiramente se diz, no entanto ao recordar da minha mãe, sempre a terei como sui generis, pois ela em vida, enquanto pôde se conduzir pelas próprias pernas, sempre foi múltipla, pois no albor na juventude, além de dar conta das demandas do lar, trabalhou muito, desde a sua condição de lavadeira de fardas do marido, agregava plus ao sustento do lar, com o cuidado as fardas dos colegas do pai, acumulando com a de cozinheira do Presídio local, lá pelo interiorzão da nossa Campanha.

Já na minha cidade natal, na minha querida Montenegro, na minha infância,  vi a minha mãe dando conta das demandas do lar, com seis filhos e marido a atender, revezando o encrespar cabelo de muitas mulheres no dia, com o suprimento do comércio, na feitura de pirulitos artesanais, que segundo dizem, em muito salvou a nossa pele, já que reinava no RS um Governador conhecido como caudilho, que inflamava as massas, mas que na real, nunca passou de um embuste e prova disso é que  atrasou os vencimentos dos brigadianos em nove meses. Eis pois uma das razões de poder dizermos ter contado na casa com a verdadeira Dama de Ferro, com mais direitos à cognominação daquela conhecida mundialmente.

Ocorre que depois da sua partida, pós ter cumprido sua missão de subsistência, amparo, educação, suprimento, muitos corretivos na verdadeira acepção da palavra  e cujo alvo principal foi este que ora é lido, volta e meia, nas conversas de família recordamos, sopesamos e até, mesmo com ponta de ingratidão, paira reticências em algumas posturas, opções ou decisões, afinal, não fosse isso Freud nem teria leitores ou quem sabe, morreria de fome. Claro que o sublime sempre avulta, pois a maternidade tem essa condição, mas o choro é livre, como grassa na vida corrente das pessoas!

Então neste dia, ao lembrar da minha mãe, sempre rola um engasgo na garganta, dá saudade, de alguma forma vem os cogitos, principiados por muitos “se”. Desses, corre para muitos o se ela estivesse viva! No meu caso, a minha,  mesmo como seus 96 anos, como seria o dia de hoje?

Assim homenageio todas as mães, desde a minha mulher e evocando a minha mãe, atuo com reconhecimento pelo tanto que fez por nós,  filha de estrangeiros, sei dos enormes sacrifícios que a vida lhe imputou e somente hoje, na condição de pai e ao ver minhas três filhas se relacionarem com a minha mulher, consigo ver algo que me escapava no seio do meu lar de infância e juventude e fico com a certeza de que as decisões maternas requisitam ser respeitadas, mesmo quando a leitura dos fatos pelos filhos possa ter gerado zanga, diante da racionalidade, quando queríamos saídas fora desse campo. Por isso e muito mais, mãe é uma só, mesmo sendo múltipla.

14 de maio de 2017 – nelson.pr@terra.com.br
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Renovar é preciso – Eleições para o Parlamento em Dois Turnos

11 de maio de 2017 – nelson.pr@terra.com.br
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Entendo oportuno reproduzir sentença inquestionável do Professor e Advogado Plínio Melgaré, em ZH de 09/05, na pg 25, para buscar sensibilizar meus interagentes, para que busquemos alternativas para mudar o quadro que se apresenta desfavorável ao cidadão e à vida do País. Despido de vaidade, afastando presunções de entender ser única saída, mas tão somente uma alternativa para neutralizar o mal, propugno por eleições para parlamento em dois turnos, como uma boa saída para mudar, por certo acompanhada de outras medidas que urgem.

Assim se expressou o aludido respeitável Professor: “Neste cenário, movido pelo forte instinto de sobrevivência, a classe política acena com discursos ilusórios, propondo novas eleições. Com as regras que estão postas, novas eleições apenas pintariam com verniz uma casa cujas fundações estão corroídas”. Pois parece que eleições nos termos tradicionais, sem que adote novos critérios, seria abonar o mesmo e oportunizar a sequência do fomento das mazelas, das apropriações indevidas e do jogo interesse, com tramoias apenas ganhando mais sofisticação, pois depois da Lava Jato, apenas dobrará o cuidado.

Diante disso, me filio aos que entendem que precisamos chamar uma Assembleia Nacional Constituinte Exclusiva e Eleições Gerais para 2018 e, que assim seja sempre, para que se evite que políticos tradicionais sigam dando pulinhos, daqui para lá e, de lá para cá. Precisamos de novas regras para reger os mandatos dos parlamentares e o processo eleitoral.  Inadmissível pois, seguirmos botando fora nosso voto, como fiz mais de uma vez, pois votei  num candidato para ser Deputado e noutro para Vereador e logo em seguida os vi integrando o Secretariado dos Governos, dentre outras.

Para concluir e sendo enfático na minha posição, repito que venho, de longa data, após longas leituras sobre o tema e diversas interações, que chega a hora de contarmos com mecanismos que propiciem que os mandatos eletivos não tenham feições de profissão, como hoje ocorre, vez que mandato parlamentar precisa ser entendido como encargo cívico e temporário.

Reitero então minha posição favorável para que contemos com eleições para o parlamento, (Senado, Câmara Federal, Assembleias Legislativas e Câmara de Vereadores), em única data, de quatro em quatro anos e em dois turnos, sendo que no primeiro turno só participe os políticos com mandato, dos quais apenas um terço dos eleitos irá disputar as eleições no segundo turno com os novos candidatos. Assim, dispensando dois terços, teremos uma consistente renovação, lembrando que os integrantes do terço eleito no primeiro turno, só poderão cumprir mais um mandato, se eleitos forem no segundo turno, quando disputarão com os novos candidatos. Todos eleitos deverão atuar nas Casas Legislativas para as quais se candidataram e, se aceitarem ocupar cargos no Executivo, automaticamente cederão, em definitivo sua cadeira ao suplente.

Peço leitura com atenção e, se possível, complemente esta posição e interaja o quanto possível, pois importa que participemos, inobstante a descrença de muitos amigos e familiares quanto à impossibilidade de mudar a essência desse processo, ultrapassado e abusador que vige. Entendo, pois, que uma voz isolada ecoa pouco, mas a do coletivo tem grande alcance e sensibiliza até os insensíveis insensatos homens públicos que se instalaram no Poder e que atuam a desconsiderar as causas públicas a que se comprometeram defender.

11 de maio de 2017 – nelson.pr@terra.com.br
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Ilegitimidade dos Tribunais 

04 de maio de 2017 – nelson.pr@terra.com.br
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A postura acintosa de alguns Ministros do STF, impende questionar sobre  a  legitimidade das suas  decisões, assim como da legalidade da posse de quantos foram indicados por Lula e Dilma, com também por Temmer, tudo com base no  Artigo 37 da Constituição Federal. Veja-se que os crimes que se apontam aos políticos , sejam  de corrupção e demais, como também os eleitorais, por óbvio, estavam sendo perpetrados nos Governos que os indicaram e por certo, nada desconheciam e até possam ter dado assessoramento jurídico, posto que íntimos do Poder. Resulta então que houve quebra de princípios nos atos de indicações, notadamente quanto à moralidade, a pessoalidade e por óbvio, a legalidade.

Então, quem os julgará? Gostem ou não, convivemos com a quebra do Estado Democrático de Direito. Por via de consequência, a sociedade requisita o devido restauro. Ora, se o até então respeitável e quase inquestionável Poder Judiciário, hoje escancara comprometimento, parcialidade e até clientelismo, o que se pode esperar que mais aconteça? Não é acusação leviana e sim constatação irrefutável que ganhou as ruas, os espaços públicos de interação e é tema que não sai da boca do povo.

Por evidente que não se pode contribuir para a desesperança das pessoas, em especial dos mais jovens, segmento em que reside nossa confiança de estarem  recolhendo grandes lições, para evitar a reiteração de práticas que refutamos e que denigrem os Poderes da República. E nestes termos, estamos a reivindicar, mesmo sem saber para quem, que tomem as rédeas desse caos instaurado e dê novo rumo à gestão, à administração e à governabilidade do País, pois atitudes omissivas e permissivas, como as de conveniência que hoje ocorrem, apenas apressam a chegada de males maiores.

O quadro atual recepciona muitas sugestões para mudanças, algumas contando com cautelas para que não descambe para uma Ditadura que possa se instalar por longos anos e outras,  com o entendimento que esse é o melhor e único caminho.  Algo, por evidente, precisa acontecer para mudar e se não acontecer  com a força indispensável para estancar o caos, Este virá do seio da sociedade e com formas  até mesmo inesperadas.

Por tal situação, entendo urgir que se instale uma Assembleia Nacional Constituinte Exclusiva, com restrições e impedimentos para que nela tenha assento os parlamentares que detém mandato e que se acham sob suspeição, indiciados e processados, assim como ocorra Eleições Gerais em 2018 e Nova composição dos Tribunais Superiores somente por Desembargadores dos Estados e os Federais. Vedação de Re-eleição e dois turnos para o Parlamento, com dispensa de dois terços no primeiro turno e o terço eleito, irá  disputar com os novos. Dentre outras…

04 de maio de 2017 – nelson.pr@terra.com.br
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Que tempos bem bicudos!

20 de Abril de 2017 – nelson.pr@terra.com.br
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    Pois tive que ir ao Centro, vez que sinaliza o fim do prazo para declarar o IR e sempre tem pendências que nos fazem ir ao banco, ao montepio, ao IPE e tudo o mais que não é novidade para ninguém. Excesso de zelo do Governo em relação a quem tem só uma fonte de renda, baixa, digam os servidores públicos.

    Antes da saída de casa realizei um ESAON que na linguagem castrense significa os momentos da nossa orientação no combate: Estacionei na frente do espelho para examinar a barba; Sentei para calçar os sapatos; Alimentei-me para me sentir bem no trajeto; Orientei-me segundo opção de itinerário e transporte mais seguro, tendo optado pelo ônibus, pois com um celular velho, uns  trocos meio amassados no  bolso e uma carteira de identidade, seria alvo, mas  pouco molestado pelos peraltas e Naveguei em direção aos pontos marcados na carta.

  Era tão simples ir a qualquer lugar em Porto Alegre e me dava por feliz, porque a minha pequena motocicleta me fazia ganhar tempo, mas depois de ser multado junto ao Mercado Público, onde se situa uma placa de sinalização confusa, tendente a produzir o mal aos pilotos, com evidências de ser proposital em apoio ao fisco, perdi a graça e faz mais de mês que não piloto e trato de abandonar um dos meus prazeres: visita à Banca do Holandês, um sorvete natural de café e renovar a erva mate.

   Sou amigo do Prefeito, mas ele tem muitos problemas na gestão e o dissabor de um mero contribuinte penso, em nada ajudá-lo. Ora, temos que nos dar conta que os aposentados estão fora do mercado e agora até do Mercado Público. Claro que quem me conhece sabe que o meu diálogo com o Senhor Prefeito iria além de uma multa, que sempre acho devidamente aplicada, até quando sou alvo. Ora, quem mandou sair de casa numa cidade insegura, com espaços públicos degradados, que quando se anda, o pardal pega, pois tem velocidade de tudo que que é número e os móveis, seguem como dantes, até na Ipiranga pelas redondezas da PUC, onde não tem travessia de pedestres e quando se para, se é multado!

  Como sempre digo: Porto Alegre vai cada vez mais perdendo a graça e parece que nossos administradores nunca viajaram para fora do País, onde na França, Espanha se vê motos estacionadas em calçadas amplas para não atrapalharem nem o fluxo da via nem da própria calçada; linhas de ônibus não são como o T1, cujo terminal é na Câmara de Vereadores e mesmo em insistentes pleitos, dizem tecnicamente inviável ele estender a linha até o Centro Histórico.

  Acho que cansei de Porto Alegre e isso que muito trabalhei pela nossa Capital, mesmo não sendo nativo. Mas eu ia falar da minha viagem de ônibus até o Centro, em conta da aprazível companhia do Seu Mirandolino, cujo assunto foi a Previdência e o tempo/idade para aposentadoria. Ao final me deu razão sobre minha consideração de que se aposentar cedo é ir ao encontro da morte! Do alto dos seus 83 anos e tendo me jurado que buscaria, além da lista da Dona Jureva, duas pernas de linguiça e uma porçaozinho de torresmo, sentenciou no desembarque que iria pensar nos meus ditos, pois que não eram de um todo sem razão!

    P.S. Na próxima conto o diálogo com o Seu Mirandolino.

Imagens retiradas de: https://djangogirls.org/portoalegre/;
http://www.verbojuridico.com.br/…/

20 de Abril de 2017 – nelson.pr@terra.com.br
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BBB (II)

11 de Abril de 2017 – nelson.pr@terra.com.br
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Ver primeira parte

   Ontem escrevi um texto para o Correio Brigadiano com este título: BBB.  A Globo, a despeito da bobice e despreparo, falta de visão e de educação de milhões de patrícios, sabia que muita gente culta, avessa ao politicamente correto e que consegue saber que a vida imita a arte e tudo o mais que distingue os diversos andares da sociedade, também assiste ao Programa, espia, se informa ou é informado pelas redes sociais e bate papos ao vivo. Assim, tratou ela de sustar uma má articulação e com indicativos de que pairou dúvidas quanto à lisura do resultado da última votação eliminatória.

  Além de alguns poucos milhões que olham de soslaio e enchem a boca para menosprezar seus semelhantes que externam práticas que possam arranhar o gosto da elite cultural e econômica, falsa na verdade, pois se manifestam é porque sabem, ao menos da existência do Programa e parte do enredo. Encontro-me dentre os segundos, pois assisto novela, ouço a Caiçara onde a música não pára e como a maioria esmagadora, danço em festas todo tipo de música que toca no Rádio e na TV e até contenho lágrimas, junto à família, quando o The Voice Kid ou Sênior emociona. Leio manchetes de Revistas da TV no Super, um pouco de ZH e mais do Estadão e ouço música clássica com a mesma satisfação que a um Samba tradicional ou um disco do Ray Coniff.

   Em Buenos Aires, fui a uma Casa de Tango, mas minha iniciação na dança foi em Montenegro, e fico por aqui por causa da Censura que, na época também impedia de menores frequentar bailados em alguns recantos mais afastados da Cidade. Em verdade, somos muito parecidos uns com os outros no que sentimos, pensamos e em gosto, mas nossa externação parece que vira em abismos diferenciais. A isso chamávamos, em tempos pretéritos, que era a tal da “moral de cueca” ou de “se fazer interessante”, pois no que é fundamental também atuamos nestes termos, soltando puns e olhando para o cachorro da namorada, até que a esperta sogra diga para cãozinho sair de perto para não sufocar. Realmente, o brasileiro não vive sem rádio, porque na Caiçara a música não pára, mesmo que o flagrado diga que só está ouvindo para ver as horas, mas nas Festas, integra um casal que imita muito bem danças tidas como da ralé, inobstante o Smooking, a champagne Chandon e a farta gorjeta para graçons.

    A Globo sabe tudo isso e muito mais, apenas os “almofadinhas”, “metido a bestas” podem se enganar. Diante disso, ela deu a resposta que os sensatos esperavam e demonstrou que vige no seio da sociedade, que em briga de marido e mulher, ninguém pode meter a colher e mesmo que os Movimentos para dar um basta sejam fortes, tem algumas coisas que ainda falam mais alto, notadamente a idiotice de muita gente, que aceita ser humilhada, desprezada e violentada. Tudo leva tempo, até para passar a raiva de eu tê-lo descortinado perante o mundo que lhes rodeia.

   Reconheço que o BBB é o retrato da mais alta chinelagem da conduta humana, mas ao ver o que a nossa representação política, notadamente parlamentar protagoniza, nenhuma diferença avulta. Será que isso é o verdadeiro Brasil da maioria? Enquanto não houver uma sentença final sobre isso, que nos perguntemos quem somos nós neste contexto, para onde queremos ir e o que estamos fazendo para fugir daquilo que criticamos? Por favor me deixem fora, pois o meu “me culpa” tem me tirado o sono e nem consigo mais saber se a música que ouço é sertaneja pura ou universitária!

Imagens retiradas de: http://scullybbb.blogspot.com.br/
http://www.exorbeo.com/…-brasil

11 de Abril de 2017 – nelson.pr@terra.com.br
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BBB

10 de Abril de 2017 – nelson.pr@terra.com.br
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    Podemos dizer que não assistimos o BBB, mas quando um programa dessa natureza conta com um médico, um diplomata, advogados, dona de casa, misses e demais profissões, se não gera nossa assistência assídua, ao menos uma olhadinha ou leitura de comentários no jornal e na internet. Este, em especial, tive mais contato, vez que o Diplomata é amigo de vizinhos de praia, os quais falaram muito  bem dele. Claro, caiu e os motivos parecem evidentes – há nisso um culto pela “chinelagem”, pelo maucaratismo, pela afronta aos costumes, à ética e à moral.

   A titulação, com a atuação do médico gaúcho, vem bem demonstrar que vige dito popular,  de que diploma não encurta orelha. Para alguns não passa de verniz em móvel com cupim. Ontem, em sequência a tanta atrocidade, vulgaridade, até, em tese, conduta em afronta à Lei Penal, se teve notícia, mas vítima que não se respeita, a lei não pode fazer milagres. Então, do resultado da eliminação que manteve na casa o médico, perpassou a mim, suspeita forte de fraude no resultado da votação, pois parece que a produção do programa e característica da emissora é dar curso ao esculacho, ao danoso, ao  perverso e ao que agride ao senso comum.

   Seguem em práticas controversas,  pois ao tempo em que assumem compromissos públicos de combater o bulliing, a discriminação racial, sexual e tudo o mais que se sabe, seguem humilhando os homossexuais em programas humorísticos e de mau gosto. Dizem atuar em defesa da mulher naquilo que significa enaltecimento da igualdade de gênero, dignidade e proteção da incolumidade física, moral e psicológica, no entanto, em especial neste Programa, se vê bem  o contrário, onde parece impor a vulgaridade do  ser humano. Se a votação é vontade livre e consciente de mais de 100 milhões de brasileiros, fica tudo de acordo com a escolha da nossa representação parlamentar e nos cargos do Executivo.

    Nada mais se tem a esperar, a não ser que daqui alguns dias veremos os mesmos com expressiva votações, se autodefendendo com a votação de leis que lhes perdoam crimes e seguindo em apropriação do erário em plena luz do dia. Peço encarecidamente que meus amigos não mencionem que falta educação para o povo e tudo o mais que tanto rola na boca dos demagogos, que ao invés de atuarem como papagaio, tratem de exigir mais respeito por si e pelo seus semelhantes. A educação vai de mal a pior e sem retorno a curto prazo, pois também foi apropriada por gente de nível tão baixo como os produtores do BBB,  que só sabem recolher frutos da exaltação da miséria humana, ao ponto de pessoas se permitirem tanta exposição a fragilizar até a beleza do amor e dos seus sublimes gestos, cujo recato é o seu invólucro para afastar a vulgaridade.

    Num País como o nosso, parece que nada corre isoladamente, pois ao lado dessa baixaria televisiva, temos que conviver não só com o roubo e a corrupção e o que é pior, também com fanatismo da massa ignara, dos idiotas e dos interessados, que mesmo cientes dos
maus protagonismos dos seus asseclas, correligionários e líderes, ainda tratam de defendê-los e aceitarem suas manobras espertas para afastar responsabilidades e arredar a força da lei punitiva.

Assim, descobrimos o sentido do voto popular que, ao certo, vai reeleger toda essa camarilha de políticos deploráveis, que seguirão como dantes, bem paridade de votos com o BBB, os mesmos votantes, ou se pode também desconfiar do voto eletrônico?

Ver segunda parte

Imagens retiradas de: http://bbb17.org/participantes-confirmados-bbb-17/
http://zh.clicrbs.com.br/…o-em-2016-4919198.html

10 de Abril de 2017 – nelson.pr@terra.com.br
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