Banda do Ginásio São João Batista de Montenegro

Foto: Élbio, Airton, Júlio Decusatti, Brochier, Claudiomar Gonçalves, Koetz, Amaro, Nelson P.Rocha, Paulo Bender, Yahn, Marlene Rammé, Zildo Richter, Carpes e Mário Vitor

“Estava á toa na vida e meu amor me chamou, prá ver a Banda passar…”

E assim, um grupo de amigos tratou de fazer um ato de resgate da Banda Marcial  São João Batista de Montenegro, batendo nos tambores e pisando firme no asfalto da Rua Ramiro Barcelos, no dia 7 de Setembro, deste ano, quando se comemora o Dia da Independência do Brasil.

Quem  assistiu, bateu palmas e se emocionou, pois bem se viu e tudo correu como prevíamos, pois nossa Banda teve seu período áureo nos anos 60 e assim, quem a conheceu  nos áureos tempos, também vivenciava, por certo, grandes momentos em suas vidas e a música sempre é marcante, ainda mais que o amplo e variado  repertório se apresentava apto com acolher sentimentos.

Sabemos desde o início dos nossos preparativos, das nossas cogitações, aderência de alguns, refutação de outros, que produzir resgastes de tempos que não podem mais voltar, sempre mexe com a emoção das pessoas e mesmo assim, nosso olhar e percepção apontava para um agir, à despeito de tudo o que hoje podemos analisar em conta do borbulhar de emoções sentidas da assistência,  como também das inúmeras postagens no Face. Deu certo!

Hoje olhamos pelo retrovisor e recordamos discussões acaloradas nos nossos encontros de confraternização e programação do resgate que se afigurava em quimera.    Desfilamos em 2016 na Timbaúva e nos serviu para tirar a temperatura, como corriqueiramente se fala. Assentimos que voltaríamos este ano e sabíamos que na Rua Principal ocorreria um resgate mais intenso, como de fato ocorreu e somos gratos pela parceria de tanta gente que conviveu com a efervescência da nossa saída da adolescência e o nosso ingresso no albor da juventude, sadia e fraterna, de que tanto usufruímos na nossa Cidade.

Agora, passado o desfile, onde fomos acolhidos com tanto carinho, segue o nosso trabalho voluntário e cívico, porquanto nos compromissamos com tanta gente e aquilatamos ter também dado algum contributo aos mais jovens, especialmente no campo da crença, pois nosso grupo reúne pessoas de muita crença. Acreditamos por isso que, quando ocorre partilha de homens de boa vontade  nos empreendimentos, tudo sai como se prevê. Sem faltar com a modéstia, até consentimos que bulimos com o coração dos nossos conterrâneos, tudo devidamente assistido e partilhado pelas crianças, que conosco marcharam nesse memorável desfile, ou melhor, nós é que com eles marchamos, eles  apenas condescenderam contar com nossa companhia.

Agora seguimos em nossos propósitos de voltar ano  que vem e já nesta terça-feira, seremos recebidos na residência da amiga e companheira de tantos desfiles, a Marlene Rammé, onde faremos uma reunião de avalição e definiremos o calendário de confraternizações e ensaios, para podermos voltar a desfilar ano que vêm.

Segue um resumo da história da Banda e do nosso Ginásio São Batista, lido no dia do desfile.

Muito obrigado e um grande abraço!

 

 

                         T e x t o lido no Desfile de 7 de Setembro de 2017.

ESTAVA À TOA NA VIDA E O MEU AMOR ME CHAMOU, PRÁ VER A BANDA PASSAR…”

                        No final dos anos 60 o rádio e os toca discos reproduziam esses versos do Chico Buarque e a nossa cidade, a Terra de Ibiá, ainda com feições bucólicas, assistia alguns jovens darem vida real para essa música, pois nossos conterrâneos, moradores e visitantes saíam das suas casas, iam para as janelas ou para frente dos comércios, para assistirem a passagem da Banda Marcial do Ginásio São João Batista, dirigida pelos saudosos Irmãos Maristas, cujo contributo que deram para nossa  comunidade, ainda permite a colheita de saudáveis frutos!

Retorna a integrar este ato cívico, uma representação de ex alunos que integravam aquela majestosa Banda Marcial escolar, cuja fama e reconhecimento pela qualidade das suas apresentações, ultrapassou os limites do nosso Município, com apresentações em diversas cidades do Estado e com presença garantida na Festa do Caravágio em Canela/RS.

Assinale-se que o ensino Marista sempre cuidou com esmero da formação integral do seu alunado, vindo a música, junto com as demais atividades complementares ao currículo, como as práticas desportivas, com seus tradicionais torneios internos e jogos de integração com diversas escolas, os atos religiosos e atividades comunitárias; o incentivo a representação dos alunos, pelo seu Grêmio Estudantil Paulo Setúbal e os de cunho literário,  das salas-de-aula, como tantas outras atividades que se desenvolviam, tudo a se constituir em fontes do crescimento humano e espiritual,  de uma juventude que nutria grandes sonhos com os tempos que viriam.

A participação neste desfile, além de buscarem externar o espírito cívico desta representação de ex- alunos, cumpre traduzir-se em ato de gratidão por tantos ensinamentos que colheram em seu Ginásio, dada a aplicação e responsabilidade com que os seus mestres se conduziam.

Assim, a vida escolar de então, pelo fomento e fortalecimento dos valores éticos e morais, lhes impôs conduzir-se com postura altiva, solidária e fraterna, como requisita a vida dos homens de bem. De igual, seguia mesma orientação ao Curso Noturno de Contabilidade, pois a sua gestão, ciente da relevância e necessidade de aprimorar pessoas para o exercício no labor comercial e industrial, ainda incipiente na cidade, dotou seus alunos de conhecimentos capazes de ocuparem, com qualificação, os postos de trabalhos que se descortinavam.

Este ano, o grupo que ora representa uma geração de ex-alunos do São João, que se reúne periodicamente para confraternizar, elegeu como tema: “O TEMPO NÃO APAGA SONHOS, APENAS FORTALECE CRENÇAS E IDEAIS”,     como mensagem a repassar aos jovens que lhes acolhem em parceria no desfile e aos demais estudantes, que hoje contam com a mesma expectativa de futuro que tiveram outrora, especialmente os integrantes da Banda.

Cientes de que hoje é dia de homenagear nossa Pátria mãe gentil, buscam reafirmar crenças, de que dias melhores hão de chegar, onde as pessoas poderão viver com mais tranquilidade e mais confiança nos seus governantes e representantes; na Justiça e nas Instituições de uma maneira geral. Assim como o laborioso e meritório trabalho que empreenderam os Irmãos Maristas, seguem hoje os Professores, em maioria, abnegados, ainda sem o reconhecimento a que fazem jus, mas que pelo espírito de renúncia, respeito ao ser humano e altruísmo, preparam os jovens para se conduzirem na vida pelo caminho do bem, da lei e da ordem e a refutar más posturas.

Revivem neste dia de festa cívica os ex integrantes da Banda do  São João, momentos memoráveis das suas tocatas, em especial a “Praça” do Carlos Imperial, que levou uma multidão de pessoas até a nossa Praça Rui Barbosa, para assistirem,  pós períodos de ensaios exaustivos, a execução dessa música,  que ficou por várias semanas no primeiro lugar nas paradas de sucesso. Além dela,  nesse dia, a retreta trouxe o Yellow Submarine dos Beatles, Aquarela do Brasil, do Ary Barroso, Colonel Bugly, Dobrado do Maratá e tantas outras do seu vasto repertório, tão bem regido pelo saudoso, então Irmão Marista Domingos Michellon, a quem sempre rendem a devida e justa homenagem, pela relevância da sua regência e pelo exemplo de abnegação e determinação.

Agradecem a todos quantos possibilitaram sua participação neste belo desfile, em que se reafirmam suas crenças e reprisam do Credo do Olavo Bilac e concitam aos jovens a que também creiam no dever e na virtude, mesmo sendo um trabalho insano rude na vida em que vão entrar. Proclamam para que refutem atalhos nas tarefas e acometimentos da vida, pois o caminho fácil, o ócio e as ofertas sem causa justa, tratam de corroer consciências, fragilizar a capacidade de lutas árduas pelo bem e tendem a trazer o desassossego e a intranquilidade pessoal e familiar. Além do que, felizmente, os tempos modernos nada deixam escapar, especialmente os deslizes e desventuras dos homens com encargos públicos, que requisitam tanta exação, probidade e zelo. A Pátria não pode ser ultrajada e a Nação brasileira subsiste pelo valor moral e intelectual de cada um dos seus cidadãos.

 

 

4 ideias sobre “Banda do Ginásio São João Batista de Montenegro

    • Meu amigo Cláudio: estaremos juntos ano que vem, com júbilo pelo som dos pratos que executavas com maestria, mas principalmente pela condição de irmãos que Deus nos concedeu a oportunidade em vizinharmos desde o meu nascimento. Um abraço fraterno!

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