O trem perdido da história


O trem da história passa e negamos fazê-lo parar para embarcar nossas malas, cheias de ideias, sugestões, necessidades, aspirações, tudo como um direito de cada um e um dever do maquinista e de todos quantos o fazem correr em disparada, sem nos darem atenção.
Alguns mais atentos avisam que se trata viagem sem volta se seguirmos com mesuras e acanhamento, ou mesmo a pensar que alguém o fará parar para nosso embarque. Nada disso, pois lidamos com uma empresa que atua sem dó nem piedade: implacável para cuidar só dos seus interesses.
Os embarcados e que seguiram apenas os abanando de longe, “nem um pedaço de nós podem ser”: são astutos, voluptuosos e determinados para extrair toda a seiva bruta que podem do erário. Da Justiça é apropriação sem trégua e por último, no STF, tem Ministro tentando salvar amigos, propondo que prisões não ocorram mais quando de decisão de 2º Grau. Todos sabem o porquê!
O Legislativo trata de cuidar, na calada, de impor regras para as Reformas e agora, em especial, a da Política, a qual tanto ansiávamos em participar e ver mudar quase tudo que está aí, até para renovar as Casas, como dizem, oxigenar e como digo, higienizar, pois até o cheiro é ruim!
Do Executivo, o que dizer além do que se viu, soube e nada aconteceu de responsabilização? Da mala, da distribuição de dinheiro endividando ainda mais a Fazenda? Ora quem foge da apuração de crime é tão vil quanto quem lhe dá cobertura!
Então o trem passa ou quiçá, passou e ficamos com a sensação de quando somos assaltados na rua e nos dizem: “perdeu tio – entrega a carteira!
Alguém na Estação, desesperado pede ao Movimento “Brasil Livre” ou a “Vem para a Rua” para que ajudem a parar o trem, mas seus protagonistas estes são deles e apenas possam ter ganho alguns pilas para o papel enganoso a que se prestaram. Não tem a quem pedir socorro, pois o trem foi perdido – passou e não volta!

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