Vaias aos Governador

Cel Nelson Pafiadache da Rocha – Ex-comandante geral da Brigada Militar
Advogado e Especialista em Gestão Empresarial

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Olhar atento sobre a segurança

06  janeiro   2017 – Todos os texto deste colunista
Fale com o Cel Pafiadache –   nelson.pr@terra.com.br

Um homem público, elevado ao posto maior do Estado, nem sempre acertará na gestão, até porque o sentido dessa ocorre em uma modalidade de sucessão. Parece singelo dizer que o Estado do RS não começou com a assunção do Governador Sartori e com os cofres feito dádiva, que caíram do céu. Tudo sabido por todos, mas não aceito por muitos e pela também singela constatação de que ele sabia em que águas iria navegar. Dizem alguns que ninguém foi buscá-lo à força e outros mais  conhecidos ditos, invariavelmente da oposição, tradicional de Partidos, como a circunstancial,  de nosoutros, condoídos com os atrasos nos proventos e vencimentos.

Da minha parte, reside alguma dificuldade na aceitação do nosso prior,  seja pela sigla, como por algumas práticas e ditos que me constrangem, especialmente com relação ao trato com a carreira policial militar, desde a condução que deu na questão das promoções e despromoções dos Coronéis, onde avultou algum sintoma de clientelismo. Um pecado mortal do mandatário, mas que tem sido prática ao longo dos anos.

Fora isso, jamais  penso em atuar em atitude de desrespeito, descortesia e acinte a sua pessoa e ao elevado cargo que ocupa, mesmo que me posicione contra a sua futura Pensão por tão somente quatro anos no cargo, ainda mais quando adota medidas para coibir aposentadorias precoces e demais com ganhos desproporcionais ao contribuído. Todas merecem ser saudadas, pois contra a matemática não tem linguagem que a contradiga.

Dito isso, apenas me inclino a dizer da minha grande decepção com as pessoas que vaiaram o nosso Governador,  em Solenidade no nosso tradicional e sagrado espaço de formação, aperfeiçoamento e especialização do Oficialato da nossa gloriosa e valerosa  Brigada Militar, de feitos épicos memoráveis e que a distinguem das suas demais congêneres, que perderam o nome e foram comandadas por Oficiais do Exército – um aviltamento que não conseguiram nos submeter. Leiam a nossa história e saibam dos feitos épicos de 30 e 32, por exemplo, para se certificarem de que  a nossa Corporação não pode se submeter à práticas, notadamente quando  antecede orquestrações, notadamente de muitos, que em passado recente quase a dizimaram. Jamais esqueçamos que nossa organização, nossa estrutura, nossos compromissos e todo o arcabouço de valores éticos e morais, nos impedem de sermos e atuarmos como meros comuns mortais. Somos muito mais que alguns detratores possam pensar, pois cultivamos o civismo, a fraternidade e a camaradagem, que tanto escasseiam nesse mundo.

Ora, quando submetem um Comandante, quando o exoneram sem causa, tratam de buscar achincalhar a tropa. Buscam com isso o menosprezo e a exposição indevida da Corporação. Claro que tem causa, pois para alguns meliantes travestidos autoridades, o valor, a moral e ética que cultuamos os desagrada e lhes impedem de atuar ao arrepio da lei e a beneficiar os incautos, de caráter duvidoso, em que figuram em minoria. Saibamos e tenhamos a certeza de que o Brigadiano não é um comum mortal, posto que carrega nos ombros a marca da bravura, da lealdade e acima de tudo da renúncia. Ele jamais pode dar as costas ao clamor e a pecúnia, mero detalhe que o tempo e a nossa qualificação e a  necessidade social vai  fazer o governante, um dia nos ver com bons olhos.

Que jamais esqueçamos que somos os diletos filhos de Deus a guarnecer tesouro material alheio e o moral que carregamos na alma, cuja altivez nos impede de atuar a constranger nosso Comandante-em-chefe, o Excelentíssimo Governador do Estado e menos ainda permitir que nossos afetos, falem por nós a nos constranger,  ainda mais em espaço tão sagrado da Corporação, onde muitos tentaram marchar e se arregimentar, mais o processo seletivo foi rigoroso e cooptou somente os fortes, os aguerridos e os bravos, que jamais podem se submeter aos oportunistas ou se constituir em massa de manobra.

Então, que lutemos sem esmorecer e que nossas ações se edifiquem sempre em atos de bravos, para que autoridade alguma ouse nos subestimar, ou esquivar-se da devida contrapartida salarial, pois atrás de um herói vive, sofre, torce e acalenta uma grande família, que precisa viver com dignidade, pois esta é a sua essência.

06  janeiro   2017 – Todos os texto deste colunista
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