Recortes de Jornal

Cel Nelson Pafiadache da Rocha – Ex-comandante geral da Brigada Militar
Advogado e Especialista em Gestão Empresarial

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Olhar atento sobre a segurança

20   dezembbro   2016 – Todos os texto deste colunista
Fale com o Cel Pafiadache –   nelson.pr@terra.com.br

Para alguns, nada mais que uma prática ultrapassada, vez que o mundo digital propicia mais agilidade e não ocupa espaço que o papel requisita. Sei não ser o único e vamos seguindo a despeito dos novos ventos.

Li e guardei para  servir de referência um texto do competente jornalista Humberto Trezzi que versou sobre a aposentadoria do Comandante Geral da Brigada Militar. Concordo com a preocupação expressa, seja pela jovialidade como pela experiência e conhecimento acumulado do nosso prior, na tenra idade de 52 anos, como costumo brincar com  diletos ex-alunos do CFO, a quem busquei sempre acompanhar suas carreiras. Pois eis que a Lei expulsória  alcançou nosso Comandante  mais alguns pares, como vem ocorrendo.

Acompanho em muito a manifestação do jornalista, que se postou, de certa forma abismado com o fato da idade e eu, com a desfaçatez com que obram autoridades, as quais, desde que sentam no “trono”, dizem se preocupar com situações que tais, mas nada fazem, pois é pelas vagas precoces que se criam, que geram mais promoções, notadamente para os “amigos do Rei”. E  o erário? Ora bolas, isso é um mero detalhe!

Tudo bem, vou ao encontro dos empedernidos Oficiais acolhedores de outras teses e com cocepções de que não há precocidade, para lhes dizer: Sei que todos cumprem a lei e que não são eles que a elaboram e nem são eles que a mantém: O responsável por isso é o Governador e parece que precisa disso para que a Corporação, pelos seus maiores, seja a sua bandeira para aviltar o nosso elã, para nos menosprezar, humilhar e tudo o mais que se sabe existir.

Ao lado desse recorte em ZH, segue outro do Sr. Rafael Souto, CEO destacado do meio empresarial, que discorreu sobre o futuro do emprego. Escreveu algo que requisitaria a leitura de quem pensa que vivemos, como se tudo na vida fosse a economia, onde Adam Smith tratou da mão invisível, que ao final e ao cabo traz o devido equilíbrio. Importa que lembremos, em razão disso,  que hoje, regra geral,  vivemos mais e com saúde. Quiçá mais tempo na Reserva do que tendo prestado serviço. Isso torna-se problema para as finanças do Estado e para o nosso bem estar, vez que em havendo hoje tamanha escassez para o primeiro emprego, o que se dirá para emprego complementar a ser iniciado depois do cinquenta anos de idade!

O homem precisa se sentir útil, produtivo e capaz de reagir às demandas de cotidiano, onde o trabalho formal, se evidencia como  necessidade. Aposentar-se sabe-se soar como conquista, mas sem ocupação, pode chamar doença e encurtar a vida, ao menos sadia!

Apenas para refrescar a memória: o empresário  que conta com o serviço extra do brigadiano, o faz em conta do porte de uma bela pistola da BM, um telefone com linha direta com os pontos de despachos de patrulhas e com o vigor do brigadiano da ativa. Curvou-se, esticou  a mão para ler ou usa óculos, não veste mais farda e pede Carteira, apenas um sinto muito e agora,  sem alimentação, hora extra e indenização por acidente em serviço!

20   dezembbro   2016 – Todos os texto deste colunista
Fale com o Cel Pafiadache –   nelson.pr@terra.com.br

 

Algum ensinamento da tragédia

Cel Nelson Pafiadache da Rocha – Ex-comandante geral da Brigada Militar
Advogado e Especialista em Gestão Empresarial

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Olhar atento sobre a segurança

07   dezembbro   2016 – Todos os texto deste colunista
Fale com o Cel Pafiadache –   nelson.pr@terra.com.br

Após uma semana atípica na vida do País, onde os fatos graves e dolorosos, de certa forma, refletiram no retraimento da pena sobre o papel, somou-se também uma sucessão de ocorridos, que fez travar as tentativas que eu fazia para dar curso nalgumas ideias, percepções e impressões para formar um texto.

A tragédia que ocorreu na Colômbia e que culminou na vitimização de pessoas, atletas, jornalistas e o, piloto, parece dispensável trazer à baila alguma manifestação do fato em si, posto que seria apenas repetitivo e neste azo, até inconveniente. No entanto só gostaria de dividir com leitores deste espaço, algo pouco explorado pela mídia, dentre o conjunto de prontas medidas de socorrimento em direção ao ponto onde se consumou o acidente. Reporto-me, pois, à composição das equipes, onde se deparou com jovens contando com a idade de 17 anos, quiçá até menos. Fora isso, a prontidão com que  medidas foram encetadas com o objetivo de salvar vidas. Um povo que mostrou uma face desconhecida por muitos, mas que nos emocionou e se consumou em dívida de eterna gratidão.

Então, ao convivermos com tantos senões e impedimentos para o trabalho da nossa juventude, aqui no Brasil, chega-se ao ponto de admitirmos seu labor na cadeia do crime e do tráfico e paradoxalmente contarmos com um sistema protetivo equivocado, que não permite que um adolescente possa atuar com seu pai numa oficina mecânica, à título de aprendiz, pois a composição das tintas e resíduos da lixação de latarias, nesse pobre entendimento, parecem dizer ser mas nocivo que as conhecidas drogas, picadas, aspiradas, ingeridas ou fumadas.

Pois, por ato de infelicidade, botei este tema, bem nestes termos na pauta de uma conversa informal, sem me dar conta que é nesses ambientes, que por vezes, avulta radicalismos, ativismos, preciosismos e escorre ensinamentos provenientes de conhecidos fóruns em defesa de tudo, menos das oportunidades e ações tradicionais que formataram grandes profissionais, desde os balções de comércio até promissores artíficies, assim como afastaram tantos do caminho do mal, da inutilidade e da fome.

Então reproduzo isso e silencio, pois o verniz na madeira tem melhor aparência e trata de encobri o cupim, quando insensatos, aéticos e imorais tratam de vender mobílias velhas e carcomidas, como ato de trapaça, a iludir os incautos, descuidados,  que se atém mais ao que os seus olhos podem ver do que a essência pode representar.

07   dezembbro   2016 – Todos os texto deste colunista
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