Conselho de cidadãos

Cel Nelson Pafiadache da Rocha – Ex-comandante geral da Brigada Militar
Advogado e Especialista em Gestão Empresarial

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Olhar atento sobre a segurança

17   novembro   2016 – Todos os texto deste colunista

Fale com o Cel Pafiadache –   nelson.pr@terra.com.br

Pela leitura em ZH de 12/13 Nov do corrente ano, fui agraciado com o escrito do Prof. Sílvio Luiz  Johann, o qual referenciou o Estado americano de Minesota, onde o salário dos políticos é votado por um Conselho Independente de Cidadãos.

Recepcionei com entusiasmo a publicização desse fato, porque de um longo tempo venho acalentando a ideia da sua instituição em nosso País, mas de forma mais abrangente. Dialogo com amigos, escrevo no Face e no Correio Brigadiano, mas fico sem partilha. Entendo as múltiplas razões que levam as pessoas a se afastarem,  cada vez mais,  de assuntos dessa natureza, especialmente pela falta de crença de que nossas sugestões possam ter alguma acolhida.

Precisamos reconhecer que nossos representantes no Parlamento perderam a credibilidade e há consenso de que lhes faltam compromissos com a causa e com o clamor popular. São muitos fatos negativos que vêm à tona e ninguém mais acredita que possa pairar injustiça ou apontamento indevido. O mais grave de tudo é a distância entre representação popular e a real vontade do povo. Fale-se também da desconfiança que temos com as decisões dos nossos Tribunais Superiores, a qual se consolidou ainda mais, com a posição do Presidente do STF no julgamento do Impeachment, em que fatiou as decorrências do dito processo e acintosamente deixou intacto os poderes políticos da então Presidenta. Um escárnio, uma afronta e a consolidação da nossa descrença!

Então, pela situação caótica que atingiu os Poderes minguou a representatividade. Por tal,  penso que uma das alternativas seria a criação de um Conselho de Cidadãos, escolhidos desde os Municípios, dentre contribuintes, votantes de ilibada conduta e sem vínculo com Partidos Políticos,  escolhidos em listas pela Justiça Eleitoral, com o fito de atuarem no Parlamento, nas esferas municipais, estaduais e federais, em votações de Leis Complementares, fixação de Salários dos membros dos Poderes e nas Comissões de Ética. De igual, integrariam em número de 1/3 nos colegiados dos Tribunais em julgamentos complexos, com manifestação de acompanhamento ou não ao voto de Relator.

Agora, mais do que nunca, precisávamos contar com mecanismos dessa ordem, onde a representação direta, verdadeira e isenta, poderia representar-nos com altivez e honradez, o que vem faltando para um contingente expressivo de homens que se apresentaram a requisitar nossa confiança pelo voto, mas que a vêm traindo, sem dó nem piedade, e apenas cuidando dos seus interesses.

Assim saúdo o texto do nominado acima, sob o título de “Boa idea”, o qual me oportuniza voltar ao tema, na firme esperança de que haja mais receptividade do que noutras vezes.

17   novembro   2016 – Todos os texto deste colunista

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Opção dos homens: ao lado da lei ou a sua margem!

Cel Nelson Pafiadache da Rocha – Ex-comandante geral da Brigada Militar
Advogado e Especialista em Gestão Empresarial

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Olhar atento sobre a segurança

08   novembro   2016 – Todos os texto deste colunista

Fale com o Cel Pafiadache –   nelson.pr@terra.com.br

Iria silenciar diante de tantos acontecimentos com meus irmãos d’armas, que perderam a vida na nobre missão de defender a sociedade, diante da ação dos maus, que por mera liberalidade, conscientes do teor da atrocidade que estavam a cometer, seguem lépidos e faceiros, sem o revés proporcional. Não acho justo isso. Lamento pelo ferimento corpóreo e moral que sofrem outros tantos, seja na lide, como na vida privada. Solidarizo-me com quem se vê ameaçado em redutos onde a voz do crime fala grosso e conta com respaldo do Estado para se garantirem, desde a chegada na Delegacia, onde,  pelo fruto do Tributo dos contribuintes, o aparato de defesa lhes acolhe, coadjuvados por alguns inúteis, ditos intelectuais, os quais buscam proeminência em ações sectárias e desprezíveis, na apologia aos direitos humanos de quem se porta pior que bicho.

Posto-me revoltado com os danos na residência dos policias, que são alvos de tiros, depredação e de incêndios, como se vê estampado em páginas de jornais de há pouco. Busquei ficar silente, apenas orei pelos nobres homens tombados no cumprimento do dever e indo até além, pois também se deve agregar o descaso governamental e até social, rogando a Deus grande e justa acolhida no seu Reino. Não falo mais e evito escrever no meu espaço no Jornal Correio Brigadiano, até votos de pêsames aos familiares e amigos, pois diante de situações que narro, sou tomado de grande sentimento de tristeza, o que gera revolta e pode, quando expresso, se transformar em ato de incitamento ao revide, mesmo que pense nestes exatos termos, porque todos os sensatos sabem que não tem mais saída.

Chegamos ao limite e se a bandidagem não conhecer o lado duro da vida, a certeza que a impunidade está requisitando reversão e que discursos de pessoas descompromissadas com a realidade da violência, que se ocupam em adequar a literatura a seu favor, são mal vindos e já perderam o espaço. Por isso evito escrever, pois sou de um tempo que nenhum mal ficava por meia dúzia de réis e que não sossegávamos enquanto não se demonstrasse que era bem melhor atuar ao lado da lei.

Então que se atente para o brocado romano: dura lex, sede lex. A opção de escolher um dos lados, dentro ou fora da lei, decorre do livre arbítrio de cada um e quem atua no crime, sabe que não vai se aposentar e que a sua expectativa de vida é bem reduzida.

08   novembro   2016 – Todos os texto deste colunista

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Pesos, contrapesos e representação

Cel Nelson Pafiadache da Rocha – Ex-comandante geral da Brigada Militar
Advogado e Especialista em Gestão Empresarial

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Olhar atento sobre a segurança

31   outubro   2016 – Todos os texto deste colunista

Fale com o Cel Pafiadache –   nelson.pr@terra.com.br

 

Do destempero, quiçá aflição do Presidente do Senado da República, diante da ação  da Polícia Federal em direção a tal Polícia do Senado, em face da sua atuação em desvio de finalidade e com evidências de fragilizar a Operação Lava-jato, a autoridade em questão roncou grosso e parece que fez tremer as bases da Presidência e do Judiciário. Ao segundo, avisou que desengavetaria um projeto de lei que terminaria com a excrescência da tal da aposentadoria-pena, a qual ampara juízes corruptos quando flagrados em atos ilícitos, a se afastar da ativa e seguir com ganhos integrais,  para sempre. Na Brigada se assistiu situações, onde, por muito menos, Oficiais foram demitidos e ficaram, desassistidos, até de eventual Pensão do IPE, pelo quanto contribuíram até então.

Não fosse só isto, ainda teve a antecipação do regresso do Presidente da República para o solo pátrio, em viagem que fazia à Ásia, pois as notícias de Brasília davam conta da preocupação da autoridade com a reação do Senador Calheiros, que além da medida que anunciava e que calaria o respeitável Poder Judiciário, iria além. Tudo ocorreu então como o cidadão comum do povo imaginava: os Chefes dos Poderes fumariam o cachimbo da paz, tudo em prol da preservação das Instituições, que afinal, é do interesse da sociedade!

                Explica-se que os Poderes são independentes e harmônicos, mas se controlam, tudo para manter a boa governabilidade e fortalecer as Instituições, para que assim a vida da Nação tenha a necessária fluidez. Em verdade, os Chefes dos Poderes, deram um novo colorido ao quadro que se apresentava, parece, meio borrado.

Ficou preservada a representação que fizemos e que renovamos de quatro em quatro anos, aos dois dos Poderes :Executivo e Legislativo, o que visa garantir a nossa própria vida, nossa incolumidade física, nossa saúde, nossa segurança, vez que nossas escolhas decorrem de promessas de candidatos, de que atuarão sempre com a máxima lisura. Acontece que o que menos se vê é isso, pois a máxima de que o Poder transforma as pessoas de pouca moral, nos permite inferir, que a maioria dos nossos representantes se encaixam nessa condição e ainda por cima, pela falta do nosso devido crivo, se renovam e ainda, evitam a todo custo, propor mudanças, as quais poderiam nos trazer mais garantias, até a de ver encurtar a distância entre o Estado formal, ideal e quiçá quimérico,  concebido para atuar em prol do cidadão contribuinte, votante e sujeito de direitos e o Estado Real,  em que efetivamente vivemos.

Seguiremos assim de cabeça baixa a tudo aceitar sem reação, a aceitar conversa fiada, de que a nossa democracia é jovem; de que o voto é nossa arma; de que a pior democracia é melhor do que a melhor ditadura e demais blá blá blás que só favorecem os interessados, maus representantes? Diante disso, parece que passa da hora para exigirmos nova modalidade de representação através de Reformas, caso contrário, seguiremos ouvindo a musiquinha de infância: “Polegares, polegares, eles se ajudam, eles se ajudam e se vão,…”.

Não se encolha, participe com ideias e com divulgação nos seus espaços de interação, pois do contrário, voltaremos daqui a dois anos para as urnas, mais uma vez, desmotivados e talvez com mais abstenções do que se assistiu nestas eleições.

31   outubro   2016 – Todos os texto deste colunista

Fale com o Cel Pafiadache –   nelson.pr@terra.com.br

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