Uma força de gente que nos orgulha

Cel Nelson Pafiadache da Rocha – Ex-comandante geral da Brigada Militar

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Olhar atento sobre a segurança

08   agosto   2016 – Todos os texto deste colunista

Fale com o Cel Pafiadache –   nelson.pr@terra.com.br

Pois quando se anunciavam, na semana passada, que a Brigada iria paralisar suas atividades, pairou crença e descrença. Eu sabia que não iria frutificar o todo que fora almejado pelas Associações, até porque a Lei deve ser cumprida pela nossa gente, mesmo que descuidem dos nossos direitos, os quais também decorrem da lei. Vou um pouco mais além, para dizer que atrasar salário é só uma parte do abalo moral que nos acometem, pois pior que isso é a interpretação que o governo faz da legislação, de forma seletiva. Ora, sabemos que os integrantes dos Poderes tem garantidos seus ganhos salariais pelo tributo pago pelo cidadão e sem destinação específica. Assim o dito Orçamento dos Três Poderes se iguala quanto à origem e à destinação, portanto, o descompasso que se assiste, deveria abranger a todos, mas não ocorre nestes termos.
Diante disso, apenas me aguça saber se o atraso nos vencimentos dos demais Poderes e de alguns segmentos do Executivo virasse prática do governo, qual seria a reação e que medidas buscariam efetivar? Dos brigadianos, sabemos de como se comportam e pela fala de um Sargento de Santa Cruz do Sul, pudemos ter a certeza de que paira no seio da Brigada o elevado sentido do cumprimento do dever, como compromisso firmado perante a Bandeira, à despeito do tratamento salarial que vem dando o governo.
Essa fala que me refiro ganhou as redes sociais e deixo de citar o nome desse militar, pois trato de reproduzir o fato, assim como poderia citar o nome doutro, que atua de forma voluntária no Hospital da Brigada de Porto Alegre, desde que foi transferido para a Reserva, já por alguns meses. Muito mais poderia citar para dar coro aos bons, que por seus atos fazem o todo se orgulhar dos seus feitos.

Manchete de Jornal
O título da página 28 de ZH de 6 e 7 de agosto vem assim: TORTURAS, ESQUARTEJAMENTOS E BRUTALIDADE NA CAPITAL. Ora, é o que sabemos ocorrer, não só por escassez de polícia, pois essa face da prevenção do delito de há muito acusávamos (Grupo Centauro vem desde 2004 realizando estudos sobre efetivos) que iria acontecer, mas as autoridades não gostam de ouvir a verdade e menos ainda perder votos. Dizem: “depois a gente vê”! Ocorre que a notícia, antecedida por título em letras garrafais, não contempla a ação da polícia gaúcha nesses acertos e desacertos de contas. Mesmo assim o fato me despertou lembrar o Movimento dos Direitos Humanos, ativistas nesse campo e militantes de Partidos que se identificam com as causa, razões e até fazem afagos aos criminosos, que se postam silenciosos neste azo. Mesmo assim não perco a esperança de que ainda possam entrar em campo para acalmar os ânimos, assistir as famílias que deixam de contar com o fruto do delito e do tráfico de drogas.

Morte do Soldado no Litoral
Mais um morte em serviço enluta a família brigadiana e por tal nos entristece. Ficamos solidários à família do bravo que partiu, ainda mais quando se tomou conhecimento da sua qualificação, abnegação e orgulho da sua condição profissional. Deixa o mundo para trás, como sempre afirma um dileto amigo quando alguém do bem nos deixa enlutados. De tudo, apenas sei pairar até em alguns civis que interajo, de que não se devia prender os assassinos que matam policiais em serviço, pois o desfecho deveria ser a morte dos bandidos. A lei, a moral e a nossa espiritualidade vedam a vindita, o olho por olho, mas a continuar a reiteração, como parece despontar, assim como o despojo com que atuam os facínoras, que somado a tanta leniência, morosidade e descasos das autoridades, as quais deveriam atuar também na repressão efetiva dos delitos, temo que a paciência da nossa gente se esgote e passem por cima de todos os freios que ditam seu comportamento.

08   agosto   2016 – Todos os texto deste colunista

Fale com o Cel Pafiadache –   nelson.pr@terra.com.br

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Recurso… as prisões…. e o separatismo.

Cel Nelson Pafiadache da Rocha – Ex-comandante geral da Brigada Militar

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Olhar atento sobre a segurança

03   agosto   2016 –   nelson.pr@terra.com.br

Coisas que o leigo não entende

Pois a indignação do meu interlocutor era com o duplo grau de jurisdição, que decorre de garantia constitucional. Assim, no seu modesto modo de pensar e expressar, entendia que o tal de Recurso era algo incomum e só quando um Juiz “errasse feio”. Depois de longa conversa, até com referência  que fiz até a Revolução Francesa, conquistas, garantias e Declaração Universal dos Direitos do Cidadão e por fim,  ao chegar na nossa Carta Constitucional, veio a sentença final: –  É por isso que está desse jeito e não tem saída, pois mais gente vai morrer, sem pena aplicada de pronto, vira um incentivo para não se emendarem! De certa forma até pode ser, pois tinha a opção de seguir para esclarecer melhor a concepção e sentido da punição, mas lá no fundo, visto pelo lado prático, como ocorre com a vida do meu amigo, a nós, muitas situações postas constrangem e afrontam o senso comum. Aliás, senso comum é o que se recolhe do pensamento médio de segmentos considerados no tempo e no espaço, mas como por um passe de mágica, pouco se vê correspondido.

A cadeia lotada

Assim postou um defensor dos direitos humanos, em forma de caricatura uma cadeia superlotada, onde um dos apenados questionou dos motivos do seu par lá se encontrar. Obteve como resposta que havia descumprido da lei e por isso integrava o grupo espremido na cela. Então retornou  questionador: muito que bem, nós descumprimos a lei e estamos aqui nessa situação deplorável e quem nos mantém nestas precárias e aviltantes condições também não está descumprindo a lei e segue solto? Se replicasse ao postante, um Doutor da Sociologia, apenas lembraria que pior do que estar preso, é ter sido roubado, ultrajado e assassinado, por quem se acha recolhido pela prática de  crime a  reclamar das condições da cadeia!

Separatismo

Parece que corre,  ainda tênue,  o movimento separatista nos Estados sulistas, mas pode ganhar corpo. Digo que respeito a posição da militância e nada me oponho à consulta que pretendem fazer no dia das eleições,  se apoiamos ou não o desiderato. Apenas se vê o óbice na própria Constituição Federal que veda situações desta ordem, mas também já ouvi argumentos que que vige  o princípio de “autodeterminação dos povos”. Então,  se houver um entendimento que as pessoas que habitam o Sul do País se caracterizam como um povo, em face de hábitos, costumes, práticas,  valores, visões e uma série de itens que os diferencie dos cidadãos que habitam as demais Regiões, vê-se um ponto de partida, o qual poderá ser fortalecido  se houver algum indicativo de discriminação feita pelo Governo Central aos sulistas, seja na distribuição dos recursos, investimentos e demais situações. Assim passa a existir alguma razão a robustecer o movimento, ainda mais se uma maioria esmagadora da população se engajar nessa luta. Acredito que o movimento tende a arrefecer, em face da Lei, mas que os dirigentes maiores da vida do País não descuidem de algumas práticas e busquem conhecer as razões da busca separatista para evitar dissabores.

03   agosto   2016 –   nelson.pr@terra.com.br

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