“Se … A vida é” Cel Pafiadache

Cel Nelson Pafiadache da Rocha – Ex-comandante geral da Brigada Militar

z-cp-21-mar-16

Olhar atento sobre a segurança

28  maio  2016 –   nelson.pr@terra.com.br

SE

“Da série: A vida é bela, que segue nas próximas edições

Se eu nascesse hoje, perguntaria aos circunstantes do pós parto, sobre a razão dos sorrisos e se a vida terrena é bela?

Se eu morresse amanhã, diria apenas: vim, vi e não me convenci de tudo!

Se eu nascesse hoje, perguntaria porquê as pessoas andam tão agitadas, em ferrenhas disputas, num corre-corre, num acusa-defende; num falta tanto para tantos e sobra muito para outros e pouco, assim como tudo mais que me recepciona e já me deixa estupefato!

Se eu morresse amanhã, diria que a minha geração pode ter sido boa em algumas coisas, mas foi muito ruim na matemática: não sabia dividir e nem diminuir os excessos que para alguns sobra, mas que para outros falta, especialmente na  mesa, e que, se adicionado ou multiplicado para os segundos, os primeiros também seriam mais felizes!

Se eu nascesse hoje, inadagaria se pelo pouco tempo na terra, seria justo já ver os meus cabelos  arrepiarem , meus nervos estarem a flor da pele e tanto ouvir  quem saúda da minha chegada dar tanta ênfase  as palavras assalto, corrupção, políticos sujos e que a Justiça deveria ser firme, que falta polícia, que roubam, matam e quase nada acontece. Não poderia voltar para onde estava?

Se eu morresse amanhã, constataria que vivi e andei pouco, pois logo que nasci já ouvi clamores e desesperança e relatos de horrores, que fiquei apreensivo se tinha valido a pena prosseguir, mas adiante tive o alento e a certeza de que vim ao mundo, como dádiva divina e para cumprir apenas mais uma missão, como acontece com todos. Assim, também fui contemplado em ver tantas coisas lindas, tantos gestos de dignidade e de solidariedade de muitos. Senti nessa trajetória ser ajudado, apoiado e incentivado por tantos e que,  à despeito dos maus, até na política tem gente boa e que busca atuar com altivez, com causa, com coerência e em respeito a quem lhes conferiu o mandato. Mesmo sem consenso nisso e em muitas coisas, que se enalteça a pluralidade de idéias, visões e concepções, porque a vida é bela!

Se eu nascesse hoje, viria com ideais, pois minha alma imortal, deu ouvidos aos meus últimos ditos,  quando aquela vida expirava e assim lutaria para sobreviver, porque só pela esperança de dias melhores, a vida é bela!

28  maio  2016 –   nelson.pr@terra.com.br

Z CP 21 mar 16

“Golpes…” Cel Pafiadache

Cel Nelson Pafiadache da Rocha – Ex-comandante geral da Brigada Militar

ZCel Pafiadache

Olhar atento sobre a segurança

22  maio  2016 –   nelson.pr@terra.com.br

Golpe e seus significados

Ora, a academia de novo, por um dos seus próceres, vem insistindo em influenciar seus incautos alunos e as pessoas em geral, pois agora querem redefinir o que seja golpe. Ora, doutores, dia desses uma manchete policial dava conta de que “a Polícia deu um duro golpe nos desmanches”. Esse foi um bom golpe que foi aplaudido. Quando malandros, estelionatários dão um golpe e mascaram números para esconder a realidade mesma das finanças combalidas do pais, mal versadas em benefício de um projeto de poder, então o golpe tem um mau sentido e é chamado de “golpe sujo”. Lá pelas tantas ninguém suporta mais tanta icompetência, mentira, desvios, corrupção e tudo o mais que se sabe e aí a lei prospera e esparge seus efeitos contra os golpistas do erário. Então, golpe é isso e não o revés que os ímpios possam sofrer. Logo, medidas restauradoras e previstas em lei, jamais serão golpe, ao menos no sentido do que ideólogos, fanáticos e aproveitadores de situações, por algum beneficiamento possam querer denominar. A não ser que a opção desses, possa ser viver numa penumbra da vida a professar golpes na boa crença dos jovens, notadamente! ZH pg 28, Engº Carlos Torres, sob o título A FARSA, conclui:”Da Academia, espere-se que gere textos…acadêmico! Misturar ideologia cega com análise política produz, no máximo, uma catilinária “non sense.” “.

Golpe “2”

Corre um vídeo na internet, fruto de reportagem, que mostra uma mulher em atitude ufana na frente da Presidenta afastada, em inaugurações de obras de programas sociais no Nordeste, a qual sob a fachada de produzir homenagem à então mandatária no exercício e já em fase de despedida do cargo, cujo teor da deferência era enaltecer tantos feitos em prol do povo. Verdade, pois a primeira vista e por conta da propaganda, milhões de brasileiros, notadamente os pobres, foram o aparente foco de gastos astronômicos que combaliu o Tesouro. Teria passado desapercebida tamanha, aparente, euforia, se não fosse o descuido como ocorreu a montagem da farsa, vez que subestimaram que vivemos numa aldeia global e nossa identidade se descortina mundo afora. A mulher encarregada de fazer o papel de pobre e grata por tanta dádiva, em verdade foi mostrar sua gratidão pela bela vida que lhe permitiu postar junto ao Torre Eifel, por certo sob as custas de subsídios da Lei Rouanet. MaiS um golpe que não deu certo!

Golpe “3”

Estamos a nos indagar porque tanta ênfase que dão a firmar que o afastamento da Presidenta seja uma golpe, mas olhando um pouco mais para trás na história do Brasil, os movimentos ditos sociais, de protesto e tudo o mais, nunca puderam demonstrar as razões de serem perpetrados por minorias de fanáticos. Eles estouravam, ganhavam as ruas e contavam com adesões, porém a sua contabilização, em verdade, nunca reproduzia números reais de participantes, os motivos que fomentavam os atos, até os violentos. Então, esta semana, tive a oportunidade de ouvir pessoa experiente e moderada, que deu algumas luzes, para dizer que paira nisso fanatismo e programação prévia, cuja chave pertence a alguns poucos mandatários, os quais obedecem a um mando central, caracterizado como a inteligência da ideologia.Assim,  uma das orientações é firmar palavras de ordem e propalá- las a todo momento e em todos os espaços, que por uma tal lei do contágio, virá alcançar até quem não comunga dos mesmos ideais. Isso constam de vários manuais revolucionários e funciona. Então golpe, mesmo não sendo, passa a ser e os vilões, mesmo sendo, deixam de ser!

Golpe “4”

E no Estado do Rio Grande do Sul, os servidores do Executivo estão sendo golpeados pelo seu Chefe, ou ele apenas livra os outros Poderes de um necessário golpe nos seus polpudos ganhos normais, acrescidos de auxílios mais diversos e de tanta retroatividade instantânea?

22  maio  2016 –   nelson.pr@terra.com.br

Z CP 21 mar 16

“Ida e Volta” Cel Pafiadache

Cel Nelson Pafiadache da Rocha – Ex-comandante geral da Brigada Militar

z-cp-21-mar-16

Olhar atento sobre a segurança

19  maio  2016 –   nelson.pr@terra.com.br

A transição

 Ida

– E aí  tudo bem seu Izaltino, quais são as novas?

– Afora as minhas netas, tem essa do Impeachment, que acaba mexendo com a gente. Não dão sossêgo e tudo para se privilegiarem ainda mais. Até agora era festa e tinha oferta de casa, de carro, de bolsa família, escolar e até para vagabundear, mas que acabou e muitos vão ter que prestar contas, pois anunciaram pente fino, mas já andam se rebelando!

– É, com o dinheiro público não se brinca!

– Não se trata de brincar Coronel, teve também muitos que se iludiram e compraram carro mil que vai terminar antes do financiamento.

– Mas para alguns, a situação melhorou.

– Melhorou uma ova, porque agora desandou e eles se perderam, porque os escândalos e um tal de prende até os graúdos me deixou a pensar, que nessa não tem santo e não seria esse governo a fazer a diferença e nem o que está entrando. Apenas acho que o brasileiro é muito Maria vai com as outras, não lê a notícia por inteiro e vai na conversa de tanto 171 que tem na política. Na verdade, nunca gostei de comunismo que eles querem implantar a qualquer custo,  porque se ficou sabendo de tanta coisa ruim nesse mundão de Deus que era de arrepiar. Ora, se não deu certo nem na Rússia, na Alemanha, vai dar no Brasil?

– Mas então seu Izaltino, o que esperar? Será que não vai haver mais cuidado desses que assumiram?

– Acho que não, pois eles são casca grossa e se protegem.

– A conversa está boa, mas o Mercado Público está ali. Chegamos ao fim da linha.

– Melhor que seja a do ônibus, não é mesmo?- O Senhor se cuide aí pelo Centro, Coronel,   pois a gurizada anda infernal e a sua gente ficou pouca para nos defender. A culpa é de quem? Claro que o Senhor sabe que é desses  políticos que muito prometem e pouco fazem pelo bem do povo e não vai mudar! Me cuido sempre. Até mais!

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A volta

 

– Ué, parece que combinamos o horário de retorno Coronel. E aí o Senhor  ficou pensando no que falamos?

– Claro que sim Seu Izaltino e até encontrei alguns conhecidos que andam preocupados com tudo, mas nutrem esperanças com o Presidente interino.

– Negativo. Tudo farinha do mesmo saco. Isso eu comparo com a Zona da cidadezinha do interior que vivi, em  que o Sargento Comandante volta e meia reclamava  que  tudo  andava de um jeito que nem o cabaré respeitavam mais! Conto isso só para comparar com a situação atual, pois  as pessoas de bem tem que correr longe desses políticos, que só querem se fazer! Assim não dá para negar que na  Zona, mesmo que por vezes desandasse, os brigadas não davam refresco e tudo se acomodava. Botavam ordem! Tô descendo que  tenho muitas demandas, inclusive da patroa!

– Mas acho que não dá para comparar seu Izaltino.

– Assim, a primeira vista pode chocar, mas não podemos ser ingênuos Coronel, pois nessa  política a safadeza é geral e dizem que até botaram um cara num tal de Superior Tribunal para passar a mão por cima. O Senhor acha que com tantos envolvidos em escândalos nesses governos não vão patrolar a Justiça e a Polícia Federal? Ouvi na Rádio que vão mexer na tal de leniência, que segundo sei é dar um refresco para as empresas condenadas e amenizar a vida dos empresários, mas que está tudo pronto para meio que zerar para os políticos que pegaram dinheiro delas. . O que o Senhor pensa disso?

– Não sei bem meu amigo. Essa gente é mais ligeira que se pensa!

– Buenas, já estamos de volta e foi bom o nosso papo, mas não se iluda Coronel. Até amanhã!

– Até amanhã!

19  maio  2016 –   nelson.pr@terra.com.br

Z CP 21 mar 16

“É transição?” Cel Pafiadache

Cel Nelson Pafiadache da Rocha – Ex-comandante geral da Brigada Militar

ZCel Pafiadache

Olhar atento sobre a segurança

14  maio  2016 –   nelson.pr@terra.com.br

 

A transição

– O Sr. não tem menos?

– Nem menos e nem mais, pois agora vem pingado!

– Então depois lhe dou o troco. Léeeva!

– Sento aqui por perto e só desço no Mercado, posso esperar.

– Olá, tudo bem seu Izaltino, tudo bem com o vizinho? Não lhe vi subir!

-Subi antes e lhe digo, mais ou menos Coronel, pois essa do Impeachment acaba mexendo com a gente que, nessa quadra da vida, queria se aquietar, mas essa gente não nos dá sossego. Antes era tudo que era oferta para pobre, que todos iriam ter casa, comida, roupa lavada, estudo para os filhos e emprego pra todo mundo. Teve até uma vizinha que a filha ganhou bolsa de estudo para estudar letras em Portugal e sei lá o que mais. Olha Coronel, quando vi gente que nem podia se coçar com carro novo, tudo mil cilindradas, claro, eu fiquei pasmo e falei pro Modesto, que foi mecânico dos trasnportes da Polícia Civil. Ele disse que estava apavorado, porque esses carros não duram a vida inteira e o financiamento terminaria quando eles não valeriam mais nada.

– Mas temos que admitir que algumas coisas melhoraram, ou segundo alguns, iriam melhorar, ou o Senhor não concorda?

– Não querendo ver mal em tudo Seu Coronel, acho que a coisa desandou e eles se perderam, porque os escândalos e um tal de prende até os graúdos me deixou a pensar, que nessa não tem santo e não seria esse governo a fazer a diferença e nem o que está entrando. Apenas acho que o brasileiro é muito Maria vai com as outras, não lê a notícia por inteiro e vai na conversa de tanto 171 que tem na política. Na verdade, nunca gostei de comunismo, porque se ficou sabendo de tanta coisa nesse mundão de Deus que era de arrepiar. Ora, se não deu certo nem na Rússia, na Alemanha, vai dar no Brasil?

– Mas então seu Izaltino, o que esperar? Será que não vai haver mais cuidado desses que assumiram?

– Negativo. Tudo farinha do mesmo saco, só que uns se apresentam de vermelho e os outros de azul. Um verdadeiro grenal, com times que nem é o treinador que escala, como bem se sabe por aqui. Ter ilusão é coisa prá jovem! É como eu sempre recordo, de que quando morei no Cacequi e era da Viação Férrea, morava perto do Sargento que comandava a Brigada naquele fim de mundo que era, pois fora o trem, nada mais se via. Então a Zona era único centro de divertimento do homerio da terra, mas chegou a um ponto de estagnação que só a chinelagem passou a frequentar e o que levou o Comandante a nos dizer, no bar que tinha a cancha de bocha ao lado, que a coisa andava tão ruim por lá, que tudo andava de um jeito que nem o cabaré respeitavam mais e que homem de família não podia mais frequentá-lo!

– Com todo o respeito que lhe tenho e, que nesses 22 anos efetivo de Jardim Botânico, minha admiração pelo senhor só cresce, ouso discordar para apenas dizer que não dá para comparar a situação atual com o desande do cabaré de Cacequi!

– O Senhor se engana Coronel e isso que sei que o Senhor é meio letrado, advogado e coisa e tal, mas já passei dos 75 anos e posso lhe afiançar que lá tinha mais pureza e as regras se cumpriam e se dava rebordosa, os brigadas não davam refresco e tudo se acomodava. Na nossa política a safadeza é geral e dizem que até botaram um cara num tal de Superior Tribunal para passar a mão por cima. O Senhor acha que com tantos envolvidos em escândalos nesses governos não vão patrolar a Justiça e a Polícia Federal?

– A conversa estava boa, mas chegamos ao fim da linha e vou pegar o meu troco com o cobrador.

– O Senhor se cuide aí pelo Centro, pois a gurizada anda infernal e sua gente ficou pouca para nos defender. A culpa é de quem? Claro que o Senhor sabe que é desses políticos que muito prometem e pouco fazem pelo bem do povo e não vai mudar! Um abraço!

– Outro!

14  maio  2016 –   nelson.pr@terra.com.br

Z CP 21 mar 16

“Tudo como dantes?” Cel Pafiadache

Cel Nelson Pafiadache da Rocha – Ex-comandante geral da Brigada Militar

ZCel Pafiadache

Olhar atento sobre a segurança

12  maio  2016 –   nelson.pr@terra.com.br

Um novo país ou tudo como dantes?

 

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“A votação da admissibilidade do impeachment
da Presidenta parece apenas dividir o povo 
em quem aplaudiu e quem segue acusando de golpe, 
mas mesmo que se queira crer em mudanças e melhorias, 
o país segue com os mesmos problemas.”  

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          O Brasil amanheceu diferente, até com fogos de artifícios sendo disparados. É isso e sem contradita, porque pela primeira na vez na história assistimos algo dessa ordem. Assim, uns aplaudem, porque esperavam e até foram às ruas por isso; outros, seguem irresignados e apontam golpe! Então o que vem? Sendo simplista, diria Só o Vento sabe a resposta! Mas se pararmos um pouquinho e refletirmos sobre o que realmente possa vir, penso que a transição terá grandes dificuldades pela frente, assim como teria a titular, a não ser que a opção de ambos fosse ou será a maquiagem da realidade, pois o social clama, as corporações se apropriaram, as oportunidades escasseiam, os políticos seguem ávidos por tudo e a impunidade parece sempre seguir, ainda mais que agora todas autoridades irão se esconder ou retrair sob o manto da governabilidade e assim, o que almejamos possa arrefecer.

            Se alguém imagina que o dito do Jornalista Bóris Casoy, de que o Brasil precisa ser passado a limpo e que isso possa ocorrer, ledo engano, pois para que se ensaie os primeiros passos para isso, só com Reformas provenientes de uma Assembleia Nacional Constituinte exclusiva, escoimada de velhos ratos do Congresso e figuras aclamadas como tradicionais juristas, aposentados e bem nutridos com causas milionárias, as quais o sistema e a própria Justiça se encarregam de criar. Como diz o borracheiro e também o legista: – o furo é mais em baixo! Fora disso seguiremos apenas virando nossa cabeça para um lado e para o outros e vendo o mesmo filme e com os mesmos protagonistas e nessa fuzarca, até Senador atuar no albor da juventude, em idade de se iniciar como Vereador numa pequena cidade.

            Senado vem de Senatus, onde o peso da experiência e do consentimento público sobre a lisura de homens probos se evidenciava.Menos de 60 anos nem pensar. Se votarmos nos mesmos e votaremos, a depender de tudo seguir nestes termos, nada mudará. Poir isso insisto em eleições em dois turnos para todas as casas legislativas, com dispensa (mandar para casa) 2/3 dos que possuem mandato e o 1/3 aprovado a disputar com os novos,  em Eleições Gerais e tudo o mais que sabemos precisa ser mudado, fora disso, segue um espetáculo de circo pobre, com lona cheia de furos e palhaços a repetirem piadas sem graça.

12  maio  2016 –   nelson.pr@terra.com.br

Z CP 21 mar 16

“Cidade sitiada” Cel Pafiadache

Cel Nelson Pafiadache da Rocha – Ex-comandante geral da Brigada Militar

z-cp-21-mar-16

Olhar atento sobre a segurança

10  maio  2016 –   nelson.pr@terra.com.br

Cidade sitiada

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“A urbe é de todos, menos de quem a depedra, agride e busca fazer valer verdade única. Quem deturpa o contexto, o faz sempre em conta do mal ou com objetivos prévios, muitos inconfessáveis. Tolher o direito de ir e vir é crime e quem obstrue ruas, queima pneus na via é criminoso!”

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Dia desses bateu ao meu portão um senhor de fala mansa, buscando me convencer do seu estapafúrdio projeto de transformação de veículo normal em especial e mais não digo, pois desde a sua concepção, jamais os órgãos do Estado deram apoio ao seu projeto. Pede dinheiro, como se fôssemos necessariamente afetados pelo seu intento. Nada de mais, quem sabe um sonho que persegue e nem mesmo seus familiares são capazes de demovê-lo. Algo assim como “ ideia força” ou quem sabe determinação e suas ações possam obedecer  auma estratégia que possa ter concebido no passado. Tudo, é claro, sob o seu domínio e sem que ninguém possa denunciar o arcabouço da concepção.

Diferentemente do citado, hoje pela manhã se viu, em vários Estados o bloqueio por parte dos ditos movimentos sociais, cujos fins são bem conhecidos de todos: sob a fachada, apoio à combalida Presidenta, mas na verdade, a implantação do comunismo no Brasil e nada mais. Tudo de resto é firula, retórica e fala maquiada. Quem não quis ver nestes anos em que o PT se instalou no Poder, tudo marchou para tal e mesmo que sempre a negar suas manobras, estas foram por demais explícitas e só esboroou, porque mostraram a verdadeira face do regime que amam, pelo descuido decorrente da má cooptação de aliados e pela volúpia por bens, vida mordômica dos dirigentes, como é a regra.

Hoje, 10 Mai 16, então, sob o pretexto de defender o indefensável, que é a marcha iminente da queda da Presidenta pelo Impeachment, especialmente no RS, mostraram-se, em plena luz do dia evoquei alguns ditos de anos atrás quando eramos alertados das características do movimento comunista internacional, de longos estudos na disciplina de Guerra Revolucionária. Alguns despreparados colegas, outros para adequar seus discursos às palavras de ordem e da moda, vinham com chistes até do tal de que “comunista comia criancinhas” – eu acho que fazem pior que isso! Muitos dos ditos em tom de chacota aos mais conservadores se dava em conta da chegada ao Governo do País e e do Estado de partidos mais à esquerda, com forte ascendência do MR8, como foi o caso do PMDB e o PDT, cujo viés trazia a lume muita identidade com a renhida esquerda, que desde os anos sessenta luta bravamente pelos seus intentos. Alguns mudaram a fala em troca de boquinhas, no que são campões nisso. Só que agora a fonte vai secar!

Vai daí que as estradas, em ponto previa e pontualmente escolhidos no RS, foram bloqueadas e a ver pelo localização no terreno, tudo vem em coincidência em pontos em que livremente escolheram para suas mobilizações e poderem sitiar a Capital. Sempre acusei essa situação, desde as terras que tomaram nas margens da Tabaí-Canoas, em Nova Santa Rita e no  Assentamento Sepé Tiaraju, na RS 118 em Viamão e os demais pontos, tem a sede dos Sindicatos locados na Grande Porto Alegre. Claro que não comem criancinhas, mas que a luta é incessante, sem trégua e teve apoio dos governos que não eram petistas, mas que enganaram os homens de bem, sensatos e que seguem lutando e proclamando por uma vida dignda para todos, sem se verem aprisionados, submetidos ou diminuídos na sua condição humana, cuja liberdade de pensar, agir e se locomover é da essência do homens a fortalecer sua dignidade!

Na marcha do MST em direção à Fazenda Southal pairou ordem para um faz de conta abominável. É nessa gente que, por vezes, depositamos nosso voto. Concluo para dizer que o enrustido é o pior homem em qualquer tipo de atuação, pois um dia a verdade floresce e o preço vem!

10  maio  2016 –   nelson.pr@terra.com.br

Z CP 21 mar 16

“Pílulas” Cel Pafiadache

Cel Nelson Pafiadache da Rocha – Ex-comandante geral da Brigada Militar

z-cp-21-mar-16

Olhar atento sobre a segurança

05  maio  2016 –   nelson.pr@terra.com.br

Pílulas

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Em tempos de revisão do coração e ampliação da medicação, opto hoje, por expressar minhas divagações e constatações, neste formato:

Mesmo sabendo que me imputam a condição de ufanista, sigo na mesma linha e a enaltecer o bem, no caso a nossa Brigada Militar. Ontem, seu primoroso e qualificado Oficialato foi ao Clube Farrapos referendar o nome do Presidente da sua prestimosa Associação.

Um acontecimento edificante, que bem mostrou a participação e engajamento dos associados em ambiente salutar, onde questões institucionais fluíram, tudo em prol do bem interno e da população em geral. Tal é a seriedade da nossa gente. Lá pelas tantas, em momentos de rodas de conversas, e de matar-se a saudade de gente que nos foge ao cotidiano, precisei sentenciar, em alto e bom tom, para os circunstantes, de que integrávamos uma Instituição que não se abate, mesmo diante a tantas desconsiderações e, mesmo, de preconceitos ou conceitos montados. Estes a fundamentar discursos e, até, teses acadêmicas, bem nutridas por caras bolsas governamentais. Pois desafiei e, sempre, desafio que se aponte qual força de segurança,  que operando em determinado espaço geográfico do mundo, contando com menos de um terço do efetivo necessário, para prestar contas diante de uma demanda tão grande, mantendo o predomínio da lei e da ordem e inibindo tentativas de predomínio da bandidagem? Restou silêncio e reflexão. Recolhi também certa apreensão do tamanho compromisso e algumas preocupações a perquirir sobre o até quando? Então levantei o tom e disse que de agora em diante não era mais problema nosso e sim do governo, pois a cada, dia mais perdas, com menos indicativos de sensibilidade, de quem dorme mais tranquilo, porque sabe existir a Brigada!

Seguiram-se conversas no congraçamento tão concorrido e para alguns que me requisitavam mais dizer, aduzi com perguntas, sobre qual foi a primeira instituição policial a contar com um Instituto de Pesquisa do porte do nosso; quem conta com um Revista Unidade de cunho técnico-científico, obrada por trabalho voluntário meramente, assim como com um Grupo Centauro, que agrega de igual sentido Oficiais da Reserva e da Ativa a produzirem altos estudos sobre assuntos da segurança pública a assessorar autoridades da área, e ainda, em pesquisas que se faz, pode-se catalogá-lo como sui generis no mundo.

Muito mais se podia dizer e para também tranquilizar a sociedade, mas me conforta apenas sustentar meu ufanismo e a certeza que nossa sucessão obra com esplendor, tendo recolhido grandes ensinamentos das nossas lutas de então e agregando muita qualificação. Tudo indica que chegaremos a dois séculos respeitados e amados pela gente do nosso Rio Grande e que nossos algozes, tão solícitos em períodos pré eleitorais e tão detratores no pós, não conseguirão nos dizimar!

Pretendia nem dizer tanto e encerrar, mas não tem como se perguntar de como estaria o sistema prisional se não tivesse contado com a intervenção da Brigada, assim o que fariam com o Presídio Central?

05  maio  2016 –   nelson.pr@terra.com.br

Z CP 21 mar 16