Legítima defesa

Publicado no jcb 226, Agosto de 2014.

Soldado antigo, já quase em época de ser transferido para a reserva, estava sendo processado por homicídio.
Ao ser perguntado pelo Juiz de Direito sobre como ocorrera o fato, alegou legítima defesa, dizendo:
– Pois eu embretei o crinudo num canto da cerca e me escondi meio oitavado de revólver na mão. Aí, esperei ele atirá em mim e contei os tiro, pois sei que um revólver tem seis bala: um, dois, três, quatro, cinco, seis. Quando eu contei a sexta bala zuniu perto das minhas venta e vi que Le não tinha mais bala, eu fui lá e lastimei o índio. Tudo em legítima defesa, pois eu esperei ele me agredi primeiro.

Do livroPolítica & Polícia da “terrinha”, PolostEditora/Apesp, Porto Alegre, 1995.

Cel Afonso Ev Apesp

 

 

 

 

 

 

 

Cel Afonso Landa Camargo

aafonsolc@gmail.com

Outros textos do autor em:
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