Nas festas de final de ano, devemos ouvir os jovens…

 

A atuação permanente na prevenção às drogas

 com-abreu-2
João Carlos Pinto de Abreu
Comissário de Polícia – 25ª  DPR

Em época das festas de final de ano, o Conselho Municipal sobre Drogas – COMAD, orienta que os pais conversem com os filhos sobre álcool e outras drogas. A Conversa familiar é uma maneira de evitar excessos, também, comuns nas formaturas de conclusão do Ensino Médio. Resultados finais do último ano na escola, dúvidas sobre o destino das férias de verão, vestibular, qual profissão seguir e a festa de formatura do colégio!

O formando do terceiro ano do Ensino Médio deslumbra. Sabemos como é, já os adolescentes imaginam. Nesse conflito de emoções, com cérebros ainda em formação, aparecem as dúvidas, entre elas não é se vão, mas quanto vão “beber na festa”. Água, energético, cerveja, whisky ou refrigerante? Independentemente da escolha, são dúvidas fatais para os adolescentes formandos, mesma questão chega aos pais responsáveis.
É o que se recomenda, no Conselho Municipal sobre Drogas – COMAD de Vacaria, a partir da convivência e acompanhamento de situações, nas madrugadas das baladas com essa juventude. Eles mesmo sem idade legal para beber, já se acham experientes ou até mesmo em plena luz do sol, em frente uma Delegacia de Polícia, ingerem bebidas alcoólicas, sem maiores preocupações. Isto pode gerar ocorrência na buscar do culpado no descumprimento da Lei de proteção à integridade física e psicológica dos menores.  
Verificamos que os  jovens dizem ter provado bebidas alcoólicas entre 12 e 17 anos. E outros afirmam que fizeram uso e tornaram-se dependentes de outras drogas (ilícitas) após uma ‘bebedeira’. O assunto é um desafio de se tratar por especialistas. A mensagem que eles não querem ouvir é que não podem beber, mas somos obrigados a dizer. Às vezes, funciona mais, conscientizar os pais, do que os adolescentes. Eles são responsáveis diretos por esse tipo de comportamento, financiando e comprando a bebida.
Embora fatores sociais e históricos sejam bastante relevantes. Beber nesta fase não é um problema novo. É um problema difícil de administrar. A experimentação de álcool, na adolescência, ocorre por curiosidade natural. Mas a percepção dos membros do Comad é de que está mais descarado, os jovens estão pouco preocupados com qualquer coisa que não seja a diversão. 
O fato é que a tolerância ao álcool ainda não está estabelecida nesta idade e, assim, o adolescente vai se expor a riscos. As explicações devem ser baseadas em fatos, pois é uma geração capaz de informar, com acesso aos meios de comunicação e entender o certo e o errado.Os pais de hoje precisam ser interativos com os filhos, tem de estar presente, saber quais os amigos dos seus filhos, que músicas ouvem, etc. Conectados que são, eles podem estar pensando em mil coisas que os pais nem imaginam.
Para fazer a prevenção primária, devemos saber o que queremos prevenir e buscar o conhecimento, antes de falar a respeito com os jovens, só a repressão não resolverá a questão.

12  dezembro 2016  –  jcarlos-abreu@policiacivil.rs.gov.br
Veja todas as colunas do Comissário Abreu

banner-cmissario-abre